Acordando Uma Cidade

(Um Blog de Um Observador Que Não Faz Maquiagem Bonita Em Nossa Realidade Urbana)
Entre nuvens acinzentadas, e alguns traços do sol, que poderá ou não aparecer no céu, saio todos os dias de casa, em direção ao meu trabalho. Subo no ônibus e vou observando a rotina de uma cidade, em mais um dia de atividades.
Entre ruas bem pavimentadas, surgem os calçamentos esburacados, os quais nos fazem tremer inteiro. As buzinas mostrando motoristas impacientes e apressados, todos rumo a suas cotidianas rotinas.
No grande hospital central, ambulâncias e pacientes aguardando atendimento. Rostos tristes e pálidos, de pessoas que buscam a cura de suas dores ou de seus familiares e amigos. Quantos e quantas, que só fazem a viagem de vinda, e não retornam mais para as suas casas.
Na praça cortada pela rua, crianças já brincando no parque, enquanto os pombos-correio fazem as suas bonitas revoadas. Alguns fiéis cedinho buscando a bonita igreja. A fé se faz presente com esperanças de uma vida melhor. O senhor de idade e cabelos branquinhos, buscando algo que lhe possa ser útil, dentro da lixeira. Sinal de miséria e desigualdade social.
Alguns correndo na padaria, buscar o pão nosso de cada dia ou um lanche rápido. É a fome física precisando ser saciada rapidamente, pois o horário passa de forma ágil. Outros começando mais um dia de expediente no comércio. São os molhos de chaves ganhando espaço.
Nos pontos de ônibus metalizados, todos buscando o primeiro lugar da fila, pois os veículos lotados, levam passageiros espremidos. Que trajetos difíceis para a população, a qual não tem outra solução, a não ser se conformar.
E no famoso Parque Ambiental, pessoas fazendo a sua caminhada diária. Isto sem falar nos cachorrinhos abandonados, que correm de um lado para o outro, tentando achar talvez, alguém que os alimente ou cuide.
Então chego no Terminal Central e desço do amarelo ônibus. Subo as escadas e já estou em outro ônibus da cor verde ou azul. Então percebo, que vivemos em tempos de pandemia, pois só observo rostos mascarados e olhos atentos ou sonolentos. Alguns mais corajosos, insistem em retirar a máscara, contrariando as Leis.
Atravesso a avenida extensa e logo já estou no Terminal de Oficinas. Por lá observo um “Cãodomínio” de peludinhos bravos ou apenas descansando em buracos feitos na terra do pátio. Ainda bem que temos almas abençoadas que providenciam o seu alimento diário.
Esta é a cidade na qual moramos e vivemos em mais um dia de vida.
Amanhã tudo novamente começará.
“O coração humano tem cordas que é melhor não tocar.”
(Charles Dickens)
Terça feira minha gente querida.
Vamos fazendo a diferença em nosso complicado mundo. Lógico que para melhor. Assim eu espero e desejo.
Abraço,
Emerson Pugsley
