21 de julho de 2026

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Programa conecta migrantes à indústria no Paraná


Por Publieditorial DC Publicado 29/07/2025 às 09h00 Atualizado 25/02/2026 às 16h20
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(Crédito da foto: adobestock)

A escassez de mão de obra qualificada tem levado empresas do setor industrial paranaense a buscar alternativas para manter a operação e a produtividade. Uma das soluções tem sido a contratação de migrantes, em um movimento que ganha força por meio do programa Indústria Acolhedora, promovido pelo Sistema Fiep.

A iniciativa conecta migrantes e refugiados às indústrias do Paraná por meio de uma jornada de inclusão que vai do recrutamento à integração sociocultural. Desde sua criação, o programa já impactou 135 indústrias, promoveu 336 capacitações para colaboradores, e contabiliza mais de 500 participantes em eventos de inclusão. Entre os parceiros da ação estão a Organização Internacional para Migrações (OIM), a Cáritas Brasileira e o Fórum Empresas com Refugiados, uma iniciativa do ACNUR com o Pacto Global.

De acordo com Fernando Mizote, diretor da Fiep coordenador do Conselho Temático de Responsabilidade Social da entidade, o envolvimento das empresas tem crescido de forma consistente. “A indústria percebeu que inclusão não é apenas uma pauta social, mas uma resposta concreta para desafios como a falta de mão de obra. O programa oferece suporte completo às empresas que desejam contratar e integrar migrantes com responsabilidade”, afirma.

Recentemente, o Sistema Fiep deu início a uma série de oficinas regionais gratuitas para apoiar indústrias interessadas em adotar práticas de acolhimento. As formações abordam temas como recrutamento humanizado e comunicação intercultural, e já foram realizadas em cidades como Rolândia e Campo Mourão. A expectativa é que novas localidades recebam a capacitação ainda no segundo semestre.

Como forma de incentivar e reconhecer as boas práticas, foi lançado o Selo Sesi Indústria Parceira do Migrante, concedido às empresas que se destacam pela inclusão de pessoas migrantes em seus quadros. Até o momento, 23 indústrias já foram habilitadas a receber o selo, que será entregue oficialmente durante o Congresso Sesi ODS, em novembro. “Esse reconhecimento é simbólico, mas também é técnico. Ele reforça o compromisso das empresas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e mostra à sociedade que o setor privado pode ser um agente de transformação social”, destaca Mizote.

O programa conta ainda com parcerias para feiras de emprego, capacitações específicas e apoio à regularização documental de trabalhadores migrantes. A jornada contempla ações como formação de lideranças, cursos de português, treinamentos técnicos e suporte jurídico trabalhista, com foco na empregabilidade e na convivência no ambiente industrial.

A página oficial do Indústria Acolhedora, com informações sobre como participar e acessar os materiais do programa, está disponível em sesipr.org.br/industria-acolhedora.

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