
Os secretários estaduais Márcio Nunes (Agricultura e Abastecimento) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) cumprem agenda em Ponta Grossa nesta quinta-feira (31). Entre um compromisso e outro, estiveram no Diário dos Campos, onde concederam uma entrevista ao vivo.
Na agenda, visitas ao Parque Buraco do Padre, à região de Alagados, Parque Estadual de Vila Velha, Polo de Desenvolvimento da Agricultura e Fazenda Modelo da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Obras de pavimentação
Entre os assuntos tratados estão as obras de pavimentação da Estrada de Itaiacoca até o Buraco do Padre e também da Estrada do Alagados. Esses dois investimentos serão realizados pelo governo do Estado, numa parceria entre as secretarias chefiadas por Marcio Nunes e Sandro Alex e ainda do Turismo, além do apoio da Prefeitura de Ponta Grossa, responsável pelos projetos. Segundo eles, os recursos para as obras já estão garantidos, mas a definição exata dos valores depende da entrega dos projetos.
Para o Buraco do Padre, estão previstos quase cinco quilômetros de pavimentação. “A primeira etapa já foi feita, com ciclovia. Agora queremos chegar com a pavimentação, mas é preciso ter readequação de pontes”, afirmou o secretário de Infraestrutura. “É um ponto turístico muito importante e que para se desenvolver ainda mais precisa de mobilidade”, acrescentou Nunes.
No Parque Vila Velha, os secretários de Estado visitam as obras do Elevador de Furnas, iniciadas recentemente. Nunes lembrou que participou ativamente do processo de licenciamento ambiental para esta obra quando estava na Secretaria de Meio Ambiente do Paraná.
Taxação de Trump
Também durante a entrevista, Márcio Nunes comentou sobre a taxação de 40% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O decreto assinado pelo presidente Donald Trump começa a valer no próximo dia 6.
Para o secretário, o primeiro pacote de medidas preocupa o Paraná, pois inclui carne bovina, madeira e café. “Só não está bem definido se a madeira produzida nos Campos Gerais será taxada ou não”, comentou.
Nunes destaca que o “mercado sempre se acomoda” após uma onda como essa. “O que nos conforta ao enfrentar essa crise é a produção com sustentabilidade: o Paraná produz muito, com qualidade e preservando o meio ambiente e as pessoas que trabalham”, observa. Ou seja, há outros mercados além dos EUA interessados nos produtos paranaenses.
