Trump anuncia produtos do Brasil que estarão de fora do ‘tarifaço’

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou os produtos do Brasil que não serão sobretaxados, com o decreto que implementa a Tarifa Adicional de 40% aos produtos brasileiros comprados pelos EUA. A lista de exceções inclui 694 itens e produtos como insumos de madeira e celulose vão ficar de fora do ‘tarifaço’. O decreto foi assinado nesta quarta-feira (30) e impõe uma tarifa total de 50% aos produtos brasileiros exportados aos EUA.
Além de madeira e celulose, estão contemplados produtos agrícolas e alimentícios, como o suco de laranja, além de equipamentos elétricos, minérios, aviões comerciais, combustíveis, petróleo, entre outros. Já o café e o cacau, a carne bovina e frutas como manga e abacaxi estão entre os produtos brasileiros que serão taxados pelos Estados Unidos.
O portal de notícias R7 foi um dos veículos a repercutir os 694 produtos que ficaram de fora do tarifaço de Donald Trump.
A lista completa das exceções foi publicada pela Casa Branca (acesse aqui).
Motivos alegados para a tarifa adicional
O decreto assinado por Trump alega o estabelecimento da tarifa adicional para “lidar com políticas e ações incomuns e extraordinárias do Governo do Brasil, que prejudicam empresas do EUA, os direitos de liberdade de expressão dos EUA, a política externa dos EUA e a economia dos EUA”. O documento também alega perseguição, intimidação e censura por parte do Governo do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A íntegra do decreto foi publicada pela Casa Branca (acesse aqui).
Quando o tarifaço entra em vigor?
Inicialmente, Trump anunciou que o tarifaço entraria em vigor nesta sexta-feira (1º). Contudo, o decreto adiou sua implementação para o próximo dia 6 de agosto.
Impactos
Na última sexta-feira (25), representantes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) se reuniram com empresários e com o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, para tratar das consequências do tarifaço anunciado pelos EUA ao Brasil. Um ofício foi entregue à secretaria, destacando os impactos diretos da medida à economia paranaense.
O impacto sobre as exportações de Ponta Grossa aos Estados Unidos é relativamente pequeno, conforme explicou a professora Adriana Fabrini, do Departamento de Comércio Exterior da UEPG, ao Diário dos Campos. Apenas 2% das exportações de PG foram aos EUA, segundo a pesquisadora.

