Edilson Gorte detalha campanha para eleger candidatos de PG

A Campanha Santo de Casa faz Milagres, realizada há décadas pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), chega a mais uma edição neste ano de 2026. A ideia é simples: ponta-grossense vota em candidato daqui. O diretor de políticas públicas da entidade, Edilson Gorte, comenta sobre o assunto.
Segundo Gorte, a proposta da campanha é fortalecer a representatividade local, especialmente na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). “A ideia é que deputados com vínculo direto com a região levem as demandas dos Campos Gerais para o centro do debate político e atuem na defesa dos interesses locais, independentemente de posicionamentos partidários”, explicou.
A iniciativa orienta os eleitores a priorizarem candidaturas locais tanto para o cargo de deputado estadual quanto, em menor escala, para deputado federal. De acordo com o diretor, a escolha por nomes de outras regiões do estado contribui para um cenário de subrepresentação política de Ponta Grossa.
Durante a entrevista, Gorte destacou um dado que, na avaliação dele, reforça o potencial de mudança no atual quadro. Conforme levantamento citado pelo representante da ACIPG, a soma de votos nulos, brancos e abstenções nas últimas eleições seria suficiente para garantir ao menos mais duas cadeiras para a região na Assembleia Legislativa do Paraná.
“Existe uma margem importante de eleitores que não têm participado efetivamente do processo eleitoral ou que acabam anulando seu voto. Se esses votos fossem direcionados a candidatos locais, poderíamos ampliar significativamente a presença dos Campos Gerais no Legislativo estadual”, afirmou.
O diretor também ressaltou que a campanha entra, agora, em uma fase de articulação institucional. A intenção é envolver um número crescente de entidades representativas, ampliando o alcance da mobilização e consolidando o debate sobre a importância da representatividade regional.
A campanha “Santo de Casa Faz Milagre” se insere em um contexto mais amplo de discussão sobre a distribuição de forças políticas no Paraná e a capacidade de regiões do interior influenciarem decisões estratégicas no estado. Para as entidades envolvidas, ampliar a bancada local pode significar maior acesso a recursos, investimentos e políticas públicas alinhadas às necessidades dos Campos Gerais.
