08 de junho de 2026

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DC entrevista o delegado da Receita Federal em PG, Remy Deiab Junior


Por Matheus Dias Publicado 25/09/2025 às 12h55 Atualizado 25/02/2026 às 14h42
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Foto: José Aldinan

O Diário dos Campos recebe nesta quinta-feira (25), o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Remy Deiab Junior. Em pauta, a intenção de instalação de um Porto Seco na cidade e os benefícios que a instalação de uma estrutura como essa no município traria não somente para PG, mas para toda a região e também para o estado do Paraná. Acompanhe:

Na entrevista, Remy defendeu que o momento pelo qual passa Ponta Grossa no momento é mais propício para a instalação do Porto Seco do que em tentativas anteriores. “Não à toa a cidade está recebendo empresas como a XBRI, a Nissin, a DAF. Estas empresas realizam seus próprios estudos de viabilidade privada. Elas não entram para perder”, afirma o delegado.

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Disse também que o Porto Seco, além de representar uma facilitação aduaneira para a Receita Federal e para as empresas importadoras e exportadoras, também vai proporcionar substancial economia de recursos para estes empreendimentos que realizam comércio exterior, não apenas em Ponta Grossa, mas em toda a região. Atualmente, o Paraná tem portos secos em Foz, Cascavel e Curitiba.

Trâmite de instalação

O complexo trâmite para instalação do Porto Seco em Ponta Grossa já teve pontapé inicial. O delegado recebeu de uma comitiva envolvendo Prefeitura de Ponta Grossa, ACIPG e FIEP um estudo de viabilidade definido como Remy por “bastante robusto”. Ele encaminhou o estudo ao superintendente da Receita Federal em Curitiba, órgão que pode deferir ou indeferir a solicitação.

Uma vez deferida, deve-se abrir um processo licitatório que permitirá a empresas do setor privado operar o Porto, seja no regime de concessão ou de autorização, tal como acontece em outros portos secos, bem como no Porto de Paranaguá. Concluído o processo licitatório, uma nova etapa de assinatura de contratos definiria prazos, bem como a efetiva construção e operação da estrutura.

“Um Porto Seco não tem apenas a operação logística. Ele também precisa suportar as atividades da Receita Federal, da Polícia Federal, da Anvisa, do Exército, em muitos casos. É uma operação bastante complexa”, definiu o delegado Remy.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.