Advogado com sinais de embriaguez atropela e mata mulher no Centro
Um advogado de 24 anos atropelou, na manhã de hoje, uma mulher aparentemente com 55 anos em Ponta Grossa. O acidente aconteceu, por volta das 9 horas, no prolongamento da Avenida Vicente Machado. Segundo informações dos moradores da região, o motorista teria perdido o controle do veículo na curva e atingiu a vítima que estava caminhando na calçada. Com o impacto, ela chegou a ser arrastada por alguns metros e, em seguida, caiu no chão. O condutor atingiu um poste. Ele dirigia um veículo modelo Siena com placas de Ponta Grossa.
A mulher foi socorrida por equipes do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergências (Siate) e também pelo Serviço de Atendimento Móvel e de Urgência (Samu). Diversas tentativas foram realizadas pelos profissionais para reanimá-la como massagens cardíacas e a utilização do desfibrilador (aparelho de estímulos elétricos que regem os batimentos do coração). Mas a vítima não resistiu aos diversos ferimentos e morreu ainda no local do acidente.
Ela estava sem documentos de identificação e nenhum morador soube informar quem era a mulher. “Moramos aqui e estamos preocupados pois não sabemos quem ela é e quem podemos avisar”, disse uma moradora. A mulher sofreu ferimentos na cabeça e teve sangramentos internos. O seu corpo foi levado pela própria ambulância do Siate para o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.
Prisão
O advogado se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi encaminhado pela Polícia Militar (PM) para a 13ª Subdivisão Policial (SDP). Segundo informações da polícia, ele aparentava visíveis sinais de embriaguez.
A reportagem do jornal Diário dos Campos conversou com o rapaz que estava dentro carro da polícia. Ele informou que não havia ingerido álcool na manhã de sábado. “Bebi somente na noite de ontem (sexta), hoje não tomei nada de álcool”. O rapaz disse ainda que se recusou a fazer o teste, pois não viu necessidade. “Vou assumir toda a culpa da morte dela”, garantiu.
O advogado relatou ainda que o acidente foi muito rápido e quando percebeu a vítima já estava caída no chão. “Perdi o controle do carro. Para aquela via eu estava em alta velocidade, mas não sei quanto estava. Depois que bati o carro no poste, desci correndo para ver se ela estava bem. Eu estraguei a minha vida, a vida dela e a da minha família”, lamenta.
