12 de julho de 2026

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Saiba como as doenças crônicas podem afetar na hora de dirigir  


Por Portal do Trânsito Publicado 27/02/2024 às 16h30 Atualizado 26/02/2026 às 04h41
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Idoso fazendo exercício.
Foto: Envato.

Você sabia que fevereiro é o mês de conscientização de doenças crônicas e cânceres? O mês é representado em campanhas de saúde por duas cores. A cor roxa foi escolhida para conscientizar o Lúpus, a Fibromialgia e a Doença de Alzheimer. Já a cor laranja conscientiza tipos de câncer mais graves, como a Leucemia.  

Algumas doenças crônicas podem afetar o condutor na hora de dirigir um automóvel. De acordo com o Dr. Fernando Spina, neurologista, a Doença de Alzheimer é uma doença complexa, que afeta o cérebro.  

O Alzheimer é a principal causa de demência no mundo e tem aumentado sua prevalência à medida que a população envelhece”, destaca. A doença de Alzheimer possui classificação leve, moderada ou grave.  

“Os sintomas mais comuns de Alzheimer são o esquecimento, a redução da linguagem e as alterações de comportamento”, afirma Spina. Importante ressaltar que quem possui a doença pode ter dificuldade de concentração, desinibição social, desorientação temporal e espacial. Além disso, a incapacidade para operar aparelhos simples podem surgir com a doença.  

Já a Fibromialgia é uma doença crônica que está presente em 2% a 3% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Segundo a Dra. Maíra Sant Anna Genaro, reumatologista e professora de medicina da Unic Beira Rio, a fibromialgia pode interferir na concentração do corpo. 

“E assim, pode gerar sonolência diurna e restrição a amplitude de movimentos devido a dor. Os principais sintomas são dores difusas sobre as estruturas musculoesqueléticas, fadiga, humor deprimido e sono não reparador”, salienta.  

A Lúpus pode interferir no trânsito? 

De acordo com o Dr. Izaias Júnior, reumatologista e professor de medicina da Uniderp, a resposta é sim. Alguns sintomas da Lúpus podem atrapalhar ou tornar desconfortável o ato de dirigir.  

“Ainda que o LES não seja uma doença que limite a capacidade de dirigir, alguns sintomas podem atrapalhar ou tornar desconfortável a condução de veículos. Um dos sintomas mais debilitantes do lúpus é a fadiga, que pode afetar a concentração e os tempos de reação”, destaca.  

O professor também menciona as dores nas articulações, como nas mãos e punhos. “O desconforto nas mãos, punhos e outras articulações pode dificultar a manobra do veículo, particularmente veículos pesados e sem direção hidráulica ou elétrica”, diz.  

Vale ressaltar que a sensibilidade à luz também pode tornar a condução, em dias de sol, desconfortável.  

A Lúpus é uma doença de origem autoimune, que ataca órgãos e tecidos. Existem dois tipos de lúpus. O cutâneo, que se manifesta por manchas avermelhadas na pele. E o sistêmico, que ataca 1 ou mais órgãos internos. A doença é mais comum em mulheres.  

Qual tratamento para as doenças crônicas?   

Mulher faz exercício com o pescoço.
Foto: Envato.

Para a Doença de Alzheimer, não há nenhum tratamento curativo, segundo o Dr. Fernando Spina. “O tratamento se baseia em medicações que tentam melhorar a performance do cérebro. A prevenção ainda é a medida mais importante, já que 40% dos casos de demência podem ser evitados”, finaliza.  

A princípio, o tratamento para fibromialgia é multidisciplinar. “O tratamento é composto por medicamentos orais prescritos pelo reumatologista, além de seguimento com psicólogo, fisioterapeuta e educador físico para o tratamento não medicamentoso”, reforça a Dra. Maíra Sant Anna Genaro. 

Por fim, o Lúpus tmbém não possui cura. Porém, o tratamento auxilia no controle dos sintomas. “Os pacientes que realizam o tratamento adequado e estão com a doença controlada, costumam levar uma vida normal e sem grandes limitações”, ressalta.  

O tratamento para a Lúpus incluem medicamentos, estilo de vida saudável e sem exposição ao sol.  

“Motoristas com Lúpus Eritematoso Sistêmico podem continuar a conduzir, mas é importante estar atento aos sintomas e ao impacto que podem ter na capacidade de condução”, finaliza Dr. Izaias Júnior. 

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