07 de junho de 2026

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Vereadores propõem audiência para mudar alimentação nas escolas de PG


Por Edilene Santos Publicado 24/06/2024 às 19h44 Atualizado 26/02/2026 às 01h40
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Foto: Divulgação

O ingresso de produtos orgânicos na merenda escolar gerou amplo debate entre os vereadores ponta-grossenses, na sessão desta segunda-feira (24). A Lei que obriga a Prefeitura a adquirir produtos orgânicos ou de base agroecológica para alimentação escolar na rede municipal de ensino foi aprovada pela Câmara há pouco mais de um mês, mas acabou vetada pela prefeita Elizabeth Schmidt (União).

Entenda o Projeto de Lei: PG deverá oferecer alimentos orgânicos na merenda escolar

Entre as alegações do Executivo está a “impossibilidade prática de atendimento da proposta, haja vista a demanda da alimentação escolar ser muito grande e a oferta da agricultura familiar não conseguir atender”. Embora a vereadora Josi Kieras do Coletivo (PT), autora da Lei, ter defendido que a lei define os orgânicos como prioridade, mas que também prevê aquisição de convencionais, por maioria de votos os parlamentares decidiram manter o veto. Para ela, a decisão dos colegas é resultado de “pressão”. “Vocês votaram contra o PL por pressão dos pequenos e também dos grandes produtores”, disse.

Ampliar o debate

Alguns vereadores se reuniram com Elizabeth e representantes da Associação dos Engenheiros Agrônomos e dos pequenos produtores para discutir a Lei depois de aprovada pela Câmara. Uma das sugestões apresentadas é a de um projeto-piloto com algumas escolas para ter a alimentação 100% orgânica e, assim, avaliar a viabilidade.

Joce Canto (PP) e Daniel Milla (PSD) propuseram a realização de uma audiência pública com os produtores orgânicos, os agricultores convencionais, técnicos e pesquisadores da área para, então, elaborar um novo projeto.

Maurício Silva (PSDB) pediu vistas ao veto por cinco dias para que haja tempo de organizar a audiência.

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