
Quem caminha pelo Centro de Ponta Grossa e avista a imponente arquitetura da Igreja do Rosário muitas vezes não imagina a riqueza cultural que se esconde por trás de suas portas. Mais do que um espaço de fé, o templo guarda um tesouro artístico, elaborado pelo casal Américo e Eva Makk, vindos da Europa em meados do século XX.
A arte completou mais de seis décadas de história: os murais do altar-mor foram pintados pelo casal de artistas Américo (natural da Hungria) e Eva Makk (natural da Etiópia). Ambos se conheceram durante estudos na Academia de Belas Artes de Roma, e acabaram fazendo diversas obras de arte sacras no Brasil.
O fato foi resgatado e compartilhado na comunidade virtual “Ponta Grossa Memória Viva”, página mantida pelo Diário dos Campos no Facebook para valorizar a história da cidade. A publicação, desperta a curiosidade dos moradores, surpreendidos ao descobrir o calibre dos pintores que deixaram sua marca na cidade.
O casal Makk em Ponta Grossa
O casal Makk chegou a Ponta Grossa em 1961 para pintar os murais que representam os mistérios do Rosário no altar-mor do templo. Naquela época, o prestígio dos húngaros no Brasil já era consolidado: entre os anos de 1958 e 1962, eles foram considerados os artistas oficiais do governo brasileiro.
A passagem dos pintores por terras brasileiras deixou marcas monumentais. Américo e Eva Makk também são os autores daquela que é reconhecida como a maior pintura de teto com único tema do mundo, localizada na Catedral de Manaus, com 218 metros quadrados.
Logo após concluírem os trabalhos na matriz de Ponta Grossa, os artistas seguiram carreira nos Estados Unidos e no Havaí, onde alcançaram aclamação internacional definitiva. Hoje, Mosaicos bizantinos e medalhões que narram as 12 estações da Via Sacra nas paredes laterais da Igreja do Rosário completam a arte do Casal Makk, funcionando como uma galeria de arte sacra no coração dos Campos Gerais.
Tradição viva
Os detalhes históricos da Igreja do Rosário, acompanhados de ricas imagens de arquivo, podem ser conferidos na íntegra no perfil @cafe.bempassado no Instagram. A página é dedicada ao resgate da memória local e também já detalhou a história do próprio jornal Diário dos Campos, além de trazer atualizações constantes sobre outros nomes, lugares e acontecimentos fundamentais para compreender a trajetória de Ponta Grossa.
