Sindicato discutirá paralisação de motoristas da VCG

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros de Ponta Grossa (Sintropas) comunicou que realizará uma assembleia com os funcionários da Viação Campos Gerais (VCG). O encontro acontecerá na segunda-feira (25), às 4h30, na frente da garagem da empresa e a categoria foi convocada a participar.
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Segundo o sindicato, o debate ocorrerá em função de reclamações recebidas sobre os itinerários de alguns ônibus, que estão afetando diretamente os motoristas, de acordo com o presidente Luiz Carlos de Oliveira, o Luizão.

Sindicato diz que prazos colocam segurança em risco
Os diretores do sindicato saíram a campo e mapearam os horários de todas as linhas dos quatro terminais do transporte coletivo de Ponta Grossa e constataram que várias estão com problemas, comunicou o Sintropas.
“Tem linhas com atrasos, e em determinados horários está sendo impossível cumprir tabela. Em alguns casos, o motorista precisa fazer em 20 minutos um trajeto que só se faz em 28, por exemplo” afirmou Luizão.
O Sintropas já havia protocolado um ofício junto à VCG no dia 3 de abril, solicitando providências em relação ao problema. Na ocasião, o sindicato já havia informado a empresa que o tempo exigido para o cumprimento dos itinerários estava sendo incompatível com o recomendável para que o motorista trafegasse sem infringir as normas de trânsito, de acordo com a entidade.
“É imprescindível que a prefeitura e a concessionária aumentem o tempo estipulado para que os motoristas consigam finalizar o trajeto, respeitando a velocidade estabelecida. A prefeitura e a empresa não podem exigir que o motorista faça o itinerário do ponto A ao ponto B, desrespeitando várias leis de trânsito, pois isto tem ocasionado muitos acidentes e está trazendo insegurança aos usuários do transporte”, reclamou Luizão na ocasião.
Sintropas afirma que motoristas mal conseguem usar o banheiro
Além da segurança, os motoristas com as linhas afetadas sequer conseguem utilizar o banheiro durante o dia, afirma o Sintropas, mencionando o artigo 157 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em que o empregador tem a responsabilidade de fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho, bem como garantir um ambiente de trabalho adequado, e que no caso específico dos motoristas, “isso inclui a formulação de itinerários viáveis, que levem em consideração não apenas o tempo estimado para os trajetos, mas também as condições reais do trânsito e outros fatores que possam impactar o deslocamento diário”.
“Os motoristas estão sofrendo uma pressão gigante e muitos estão tendo que viver atrás do relógio e não é desse jeito que deve ser a profissão. Por isso, reforçamos para que todos os trabalhadores participem desta assembleia e deliberem pelo que querem que o sindicato faça, se paralise, faça greve ou ajuíze ação na justiça. Nós vamos trabalhar junto com a categoria e pelo bem de todos”, finalizou Luizão.

