Acusado de empurrar sogra de escada começa a ser julgado na quarta (19)

Começa na quarta-feira (19) o julgamento do homem de 47 anos acusado de empurrar a sogra, de 86 anos, de uma escada em Ponta Grossa. Conforme publicado pelo Diário dos Campos, ele é acusado de tentativa de feminicídio e pode ir a júri popular, de acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MPPR).
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Relembre o caso
O fato aconteceu no dia 12 de dezembro de 2024 no Bairro Órfãs, em Ponta Grossa. A vítima ainda está internada e encontra-se em estado vegetativo, diz a defesa da família. A idosa responde a poucos estímulos externos, diz a advogada Sarah Bayer Ferraz, que representa a vítima. Na ocasião, ela sofreu de equimoses, escoriações, traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas.
“As provas nos autos mostram a verdade dos fatos. Ela sofreu um soco e caiu aproximadamente de 3,6 metros, o que causou traumas e grandes lesões no corpo”, afirma a advogada da vítima, Sarah Ferraz. Segundo o boletim de ocorrência feito à época do fato, a mulher foi encontrada por um familiar. Ela estava caída na escada do prédio onde mora a filha, com sangramentos e ferimentos. Testemunhas relataram ter ouvido discussões momentos antes.
A audiência de instrução é o ponto inicial do julgamento. Neste momento, serão ouvidas as testemunhas de acusação. As testemunhas da defesa serão ouvidas em uma audiência posterior, ainda sem data. Concluídas as audiências, o juiz decide se o réu será levado ou não a Júri Popular (previsto para crimes dolosos contra a vida, segundo o Código Penal).
Defesa do acusado
O advogado Fernando Madureira, responsável pela defesa do réu, enviou nota ao DC. Leia na íntegra:
“Na audiência designada para amanhã (19), serão ouvidas 12 pessoas, entre testemunhas e informantes arrolados pelo Ministério Público. Face o elevado número de testemunhas que devem prestar depoimento, será marcada outra audiência para oitiva das testemunhas indicadas pela defesa e para o interrogatório do réu. Quanto à acusação imputada ao réu, a defesa entende que, embora o réu tenha sido denunciado por tentativa de feminicídio, não há provas nesse sentido, afigurando-se que a vítima teve queda acidental, o que será esclarecido no decorrer da instrução do processo”, afirma.
