Projeção aponta quantos moradores Ponta Grossa deverá ter em 2050

Em 25 anos, o número de habitantes em Ponta Grossa deverá crescer 7,1% e chegar a 401.808. É o que aponta projeção do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) até 2050, divulgada nesta terça-feira (17). Para o próximo ano, a população estimada na cidade é de 375.141.
De acordo com o prognóstico, o número de moradores deve estabilizar seu crescimento e, por isso, Ponta Grossa cairá duas posições no ranking das cidades mais populosas do Paraná. O município ocupa atualmente a quarta posição, atrás de Curitiba (1.829.293), Londrina (479.512) e Maringá (430.537). Em 2050, será ultrapassada por Cascavel e São José dos Pinhais. Em 2025, essas duas cidades terão 369.978 e 351.352 moradores, respectivamente. Em 25 anos, elas terão, segundo as projeções do Ipardes, 445.662 e 429.194.
Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Colombo e Araucária fecham a lista de cidades mais populosas do Estado, de acordo com o estudo, cada uma acima de 200 mil habitantes.
Concentração nos centros urbanos

A pesquisa também mostra que a população paranaense ficará cada vez mais concentrada em grandes centros urbanos. Até 2050, 26 cidades deverão concentrar cerca de 60% dos habitantes do Estado.
Hoje, 22 municípios contam com mais de 100 mil habitantes, segundo o Censo 2022: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Colombo, Araucária, Sarandi, Toledo, Guarapuava, Campo Largo, Piraquara, Umuarama, Arapongas, Almirante Tamandaré, Paranaguá, Apucarana, Pinhais e Cambé. Para 2050, esse número crescerá 18%, chegando a 26 cidades. Pato Branco, no Sudoeste, e Paranavaí, no Noroeste, devem se juntar à lista.
Políticas públicas com base nos dados

O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, afirmou que as projeções populacionais auxiliam os gestores públicos na construção de ações mais eficazes e condizentes com a realidade. “Esses dados nos fazem refletir sobre as políticas públicas, sobre os investimentos, dando uma orientação de como estará o Paraná para os próximos anos, com destaque para o envelhecimento. Em 2050, teremos cerca de 30% da população com mais de 60 anos, e o número de crianças e jovens encolhendo”, destacou.
Ele observa que isso aponta, por exemplo, que será necessário construir menos creches e mais espaços para idosos. “Do ponto de vista orçamentário, vai exigir um incremento nas áreas da ação social, da saúde, justamente por esse envelhecimento da população. O Paraná está envelhecendo e isso significa mais qualidade de vida, o que é bom, mas, por outro lado, temos que olhar o ponto de vista econômico, com a redução da população economicamente ativa para poder trabalhar e produzir”, acrescentou.

