10 de junho de 2026

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Prefeitura de PG instala “armadilhas” contra a dengue


Por Matheus Dias Publicado 12/12/2025 às 16h39 Atualizado 25/02/2026 às 12h12
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Agentes com armadilhas contra a dengue em PG
Agentes do combate a dengue visitam casas para instalação de armadilhas. Foto: Henry Milleo/PMPG.

A Prefeitura de Ponta Grossa já está intensificando as ações de combate à dengue mesmo antes do período de verão. Nesta semana, equipes da Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciaram o processo de instalação das armadilhas de oviposição, tecnicamente chamadas de ovitramps. As armadilhas são colocadas em regiões estratégicas e buscam ‘atrair’ fêmeas do mosquito aedes aegypti para, na sequência, retirá-las para análises em laboratório.

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Para facilitar o acompanhamento e garantir o funcionamento das armadilhas, as agentes comunitárias de saúde fazem a instalação das ovitramps em residências: o primeiro passo é visitar os locais escolhidos, conversar com os moradores sobre a importância da ação e, na sequência, realizar a instalação do dispositivo. “A população pode ficar tranquila quanto a segurança da ação, por isso é fundamental que, aqueles que puderem, recebam as nossas equipes e tirem todas as dúvidas que acharem pertinentes”, frisa Cleiber Flores, diretor de Vigilância em Saúde da FMS.

Durante a primeira etapa de mapeamento, foram visitadas residências nas regiões da Vila DER, Jardim Paraíso, Vila Odete, Núcleo Pitangui, Lagoa Dourada, Santa Maria, Vila Cipa, Bonsucesso, São José, Santa Terezinha, Núcleo Rio Verde e no distrito do Guaragi. “Até o final de janeiro, nosso objetivo é realizar a instalação de ovitramps em todos os bairros de Ponta Grossa, garantindo um mapeamento estratégico de toda a cidade”, explica Leandro Inglês, coordenador do Centro de Controle de Zoonoses.

Como funciona?


As armadilhas são instaladas a uma altura máxima de 1,5 metro do chão, em local com sombra e abrigado da chuva, longe do alcance de crianças e animais domésticos. É adicionada uma mistura de água com um atrativo à base de lêvedo, que atrai as fêmeas do Aedes aegypti que vivem nas redondezas, para que elas venham colocar seus ovos em uma palheta. Cada armadilha tem a capacidade de atrair as fêmeas em um raio de 300 metros de distância do ponto de instalação.

Após uma semana, o agente retorna ao imóvel onde a armadilha foi instalada e retira a palheta, inserindo uma nova. O material colhido é levado ao Centro de Zoonoses (CCZ), onde é realizada a contagem do número de ovos e análise do material. Depois de sete dias, a nova palheta é retirada e a armadilha é desinstalada, havendo uma pausa de duas semanas na atividade antes de dar início a um novo ciclo de instalação.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.