
A Prefeitura de Ponta Grossa espera arrecadar, em 2025, R$ 110 milhões com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Cláudio Grokoviski, o valor equivale a uma média de R$ 200 por morador no ano. Este foi um dos assuntos da entrevista que Grokoviski concedeu ao Diário dos Campos nesta terça-feira (15).
Para ele, porém, este montante está muito aquém do que o Município poderia cobrar da população. “O IPTU de Ponta Grossa não é corrigido há mais de 29 anos”, relatou. De acordo com o chefe da Fazenda, outras cidades do Paraná aplicam valores bem mais altos de IPTU. Em Londrina, por exemplo, a média per capita é de R$ 1 mil.
Grokoviski destaca que o valor do IPTU é diferente para cada morador, pois é calculado conforme o tamanho do terreno, da construção e de outros critérios. Segundo ele, há tempos a Prefeitura discute o aumento do imposto, mas como é uma ação “cara” para qualquer gestor, ainda não foi aplicado. Porém, existe a expectativa de reajuste.
Inadimplência
Apesar de o valor ser considerado baixo pelo secretário de Fazenda, o número de contribuintes que deixam de pagar IPTU é alto em Ponta Grossa. “A inadimplência é de quase 22%. É um dinheiro que faz muita falta para ampliar as ações de governo”, disse Grokoviski.
Para onde vai o IPTU?
Embora não seja a receita principal da Prefeitura de Ponta Grossa, o IPTU ajuda a manter os investimentos feitos em prol da população. O secretário da Fazenda explica que 25% do imposto é destinado à educação e outros 22% para a saúde – embora a Constituição preveja 15% para esta área.
Ou seja, num orçamento total estimado em R$ 1,89 bilhão, R$ 500 milhões serão investidos em educação e R$ 400 milhões em saúde no decorrer de 2025. “O IPTU que o pai ou a mãe paga vai para o uniforme, kit escolar, reforma de unidade básica de saúde, compra de medicamentos, pagamento dos médicos”, destaca.
