01 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Prefeita veta protocolo anestésico mais rígido para mutirões de castração em PG


Por Cícero Goytacaz Publicado 25/04/2026 às 14h21
Ouvir: 00:00
Três cães alinhados atrás de um cercado
Foto de arquivo/Divulgação

A prefeita Elizabeth Schmidt vetou a Lei Municipal nº 15.817, que visava impor protocolos rígidos de anestesia geral e analgesia em todas as castrações de cães e gatos, custeadas ou apoiadas pela Prefeitura. A legislação partiu do Projeto de Lei nº 466/2025, de autoria do vereador Geraldo Stocco.

O projeto, que chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal, surgiu da necessidade de coibir práticas consideradas traumáticas em mutirões de castração. Segundo a justificativa da proposta, a utilização isolada de sedativos ou paralisantes não elimina a dor, causando sofrimento injustificável aos animais e elevando o risco de complicações e óbitos.

Além do protocolo anestésico, a lei também estabelecia a obrigatoriedade de fios de sutura absorvíveis em cirurgias internas e proibia a entrega dos animais aos tutores antes da completa recuperação dos reflexos protetores.

Razões do Veto

Apesar do apelo da causa animal, o Executivo fundamentou o veto nos seguintes argumentos técnicos:

Inconstitucionalidade

A prefeitura alegou que a lei avançava sobre a competência privativa da Chefe do Executivo ao ditar a estruturação e atribuições de órgãos da Administração Direta.

Impacto Financeiro

O veto aponta a ausência de uma estimativa de impacto orçamentário-financeiro, exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que a exigência de materiais e protocolos específicos aumentaria os custos das ações governamentais.

Interferência Técnica

Do ponto de vista médico, o Executivo argumentou que a lei “engessava” a prática veterinária ao desconsiderar que protocolos devem ser individualizados. Segundo o texto do veto, substâncias como cetamina e xilazina são seguras quando aplicadas em anestesias balanceadas, e a imposição legal feriria a autonomia profissional do médico-veterinário.

Próximos Passos

O veto retorna ao Plenário na próxima sessão da Câmara, marcada para segunda-feira (27). A Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR) já emitiu parecer pela admissibilidade do veto, confirmando que o Poder Executivo agiu dentro dos prazos legais. Os vereadores deverão decidir se mantêm a decisão da prefeita ou se derrubam o veto para que a lei entre em vigor.

Confira a documentação completa da lei, desde o projeto até o veto:

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.