Polícia conclui inquérito e indicia mãe por maus-tratos contra filho autista


Por politica

Imagem: José Aldinan/DC

Imagem: José Aldinan/DC

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) da Polícia Civil indiciou a mulher suspeita de agredir o filho autista, um menino de 11 anos, em Ponta Grossa. As investigações foram concluídas nesta terça-feira (31) pela delegada que comanda o Nucria, Ana Paula Cunha Carvalho. Agora, o inquérito será remetido ao Ministério Público.

Nucria ouve testemunhas no caso de agressão contra criança autista

Segundo a delegada, a mãe foi indiciada pelo crime de maus-tratos. “Durante a instrução do inquérito policial, foram ouvidas 17 pessoas, dentre elas vizinhos (testemunhas), familiares da vítima e informantes. Ademais foram juntados aos autos relatórios do Conselho Tutelar e da escola que a criança frequentava”, explicou Ana Paula, em nota enviada à imprensa.

Confirmação das agressões

Ainda conforme a autoridade policial, o menino foi ouvido pelo Setor de Psicologia do Nucria e acabou confirmando que, além de agressões verbais, a mãe também lhe agride fisicamente com uso das mãos, chinelos e cinta. “Apesar de ter sido expedido guia para realização de exames junto ao IML, a vítima deixou de comparecer ao local”, disse a delegada.

Em entrevista ao Portal DCmais e Diário dos Campos, Ana Paula informou que, durante o interrogatório, a mãe não teria demonstrado arrependimento e comentou sobre o diagnóstico em relação à saúde mental do filho. “Mas quando fiz perguntas mais específicas sobre o ocorrido no dia em que recebemos a denúncia, o advogado que a acompanhava pediu para ela ficar em silêncio e manifestar-se apenas em juízo”, explicou.

Da análise das provas produzidas, a polícia concluiu pela comprovação da prática de maus-tratos e injúria contra a vítima, razão pela qual a investigada e mãe do menino, diagnosticado com autismo, esquizofrenia e transtorno opositor desafiador (TOD).

Sob tutela

Ana Paula informou ainda que não pediu a prisão da suspeita e que o filho continua morando com ela e outros dois irmãos – uma menina de 13 anos e um irmão já adulto. “A retirada da criança é uma atribuição do Conselho Tutelar”.

A reportagem entrou em contato com o advogado de defesa da mãe e aguarda o retorno.

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