Pichações no Ópera e na Mansão Vila Hilda levantam debate sobre ‘arte’ em PG

Pichações, possivelmente feitas pelo mesmo autor, no muro da Mansão Vila Hilda e na parede externa do Cine-Teatro Ópera, levantaram o debate sobre a legitimidade ou não deste tipo de expressão em Ponta Grossa. A discussão foi puxada pelo secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, em uma rede social.
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“Eu me sinto tão frustrado, mas tão frustrado quando vejo essas cenas. E juro, queria muito entender qual o objetivo. Numa conferência de cultura discuti uma vez com uma menina que disse que “pixo” era arte, e mesmo tendo me esforçado, não consegui aceitar”, disse o gestor.
Ele prosseguiu: “Por isso, se quem defende puder me convencer que isso não é depredação de patrimônio público, ou que é falta de espaço adequado pra arte, ou ainda que reflete positivamente na sociedade, eu agradeceria muito. Dois patrimônios tombados, mantidos a duras custas, recentemente revitalizados com grandes recursos públicos, ‘assinados’ por uma mesma pessoa. Se alguém souber de quem se trata, que ajude a construir uma cidade melhor e denuncie”, conclui. Diversos munícipes concordaram com Portugal.
Defensores do ‘pixo’
Apesar do desabafo do secretário, houve quem defendesse a legitimidade da pichação como uma forma espontânea de arte. Outros usuários da rede social também disseram tratar-se de uma expressão dos excluídos. Também questionaram se a mesma preocupação se aplicou a diversos imóveis históricos da cidade que já foram demolidos em tempos recentes, como o Cine Império, e décadas passadas, como a antiga Catedral.
Legislação
A despeito das opiniões favoráveis, a pichação é crime, conforme a legislação do Brasil. Ela prevê multa e detenção de três meses a um ano. O grafite, no entanto, não é ilegal, desde que autorizado pelo proprietário do imóvel ou pelo órgão público competente.

