06 de julho de 2026

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PG terá plano de resposta à emissão de Gases de Efeito Estufa


Por Danilo Kossoski Publicado 04/07/2025 às 17h41 Atualizado 25/02/2026 às 16h56
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Vista geral do Centro da cidade de Ponta Grossa ilustra a previsão do tempo
Foto: José Aldinan / DC

A Prefeitura de Ponta Grossa deve investir até R$ 1.218.333,34 na contratação de uma empresa especializada para realizar o primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do município. A medida integra o compromisso assumido pela administração municipal ao aderir, em novembro de 2024, ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia: a maior aliança mundial de líderes locais voltada à ação climática.

Mais que a medição de Gases de Efeito Estufa

O processo de licitação foi formalizado por meio do Pregão Eletrônico nº 69/2025, com sessão marcada para o próximo dia 21 de julho. O edital, publicado em Diário Oficial desta sexta-feira (4), prevê que a empresa contratada será responsável não apenas por quantificar as emissões de GEE em Ponta Grossa, mas também por elaborar um Plano de Ação e Adaptação Climática. A intenção é propor uma legislação específica para o enfrentamento das mudanças climáticas no âmbito municipal. Ou seja, um esforço por conter os efeitos da emissão dos Gases de Efeito Estufa.

Metas internacionais

De acordo com o Estudo Técnico Preliminar (ETP) elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), a contratação é considerada essencial para que o município cumpra as metas internacionais assumidas.

“A administração pública não dispõe de quadro técnico especializado, tão pouco de equipamentos específicos para os estudos que foram determinados, devido à especificidade e complexidade do serviço proposto”, destaca o Estudo Técnico Preliminar que dá origem à licitação.

Diretrizes

O inventário seguirá a metodologia do GHG Protocol, padrão internacional compatível com a norma ISO 14064 e com as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O foco será nos chamados Escopos 1 e 2, que abrangem emissões diretas (como as de veículos e caldeiras) e indiretas (como o consumo de eletricidade).

Criação de metas

Além do diagnóstico técnico, o projeto prevê a criação de metas de redução de emissões, ações setoriais como transporte sustentável e eficiência energética, e medidas de adaptação a eventos climáticos extremos, como enchentes e secas. Também está prevista a participação da sociedade civil e do setor privado na construção das propostas.

Recursos

O recurso para a contratação será custeado pelo Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente (FUNDAM), com aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA). Segundo a diretora do Departamento de Engenharia Ambiental da SMMA, Samantha Silva, o projeto permitirá que Ponta Grossa avance na formulação de políticas públicas sustentáveis e se prepare melhor para os impactos das mudanças climáticas.

Com a iniciativa, Ponta Grossa se junta a um número crescente de cidades brasileiras que buscam alinhar suas políticas locais aos compromissos globais de sustentabilidade, promovendo ações concretas para reduzir desigualdades ambientais e fortalecer a resiliência urbana.

Resumo da reportagem:

O que é o Inventário de GEE?

    • Explicação simples sobre o que são os Gases de Efeito Estufa.
    • Por que é importante medir essas emissões em nível municipal.
    • Diferença entre Escopo 1 e Escopo 2.

    Por que Ponta Grossa está fazendo isso agora?

      • Adesão ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia.
      • Compromissos assumidos: relatórios anuais, metas de redução, plano de ação.
      • Prazo de três anos para cumprir as entregas.

      O que será contratado com os R$ 1,2 milhão?

        • Inventário de emissões.
        • Plano de Ação e Adaptação Climática.
        • Proposta de legislação ambiental.
        • Participação pública e governança climática.

        Como será feito o inventário?

          • Metodologia GHG Protocol e diretrizes do IPCC.
          • Coleta de dados sobre energia, transporte, resíduos, agropecuária etc.
          • Análise técnica e publicação de relatório.

          De onde vem o dinheiro?

            • Recurso do FUNDAM (Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente).
            • Aprovado pelo COMDEMA (Conselho Municipal de Meio Ambiente).

            Quais os impactos esperados?

              • Base técnica para políticas públicas ambientais.
              • Redução de desigualdades socioambientais.
              • Acesso a financiamentos climáticos e instrumentos como créditos de carbono.
              • Fortalecimento da resiliência urbana.

              Próximos passos

                • Sessão do pregão eletrônico: 21 de julho.
                • Seleção da empresa vencedora.
                • Início dos trabalhos técnicos e cronograma de entregas.

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                Danilo Kossoski
                Danilo Kossoski

                É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e possui MBA em Marketing Digital pela Unisecal. Foi repórter no Jornal da Manhã, Produtor na Rede Massa TV Guará, e assessor de imprensa na Prefeitura de Ponta Grossa (PR). Atua no Diário dos Campos desde 2017, entrevistando, escrevendo e editando. Desde maio de 2022 é editor-chefe do DC e é apaixonado por boas histórias.