28 de junho de 2026

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PG está entre 13 cidades do Paraná com chuvas acima da média


Por AEN Publicado 02/02/2022 às 12h15 Atualizado 21/02/2026 às 03h51
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Foto de pessoa segurando guarda-chuva no calçadão de Ponta Grossa ilustra previsão do tempo
Foto: José Aldinan/Arquivo DC

O município de Ponta Grossa está entre os 12 no estado do Paraná que tiveram, nos 31 dias de janeiro, um volume de chuvas superior à média histórica para o período. De acordo com dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a cidade registrou 24 milímetros a mais do que o esperado para o mês. O dado já era esperado.

Chuvas acima da média

Além de Ponta Grossa, outras 12 cidades (incluindo a capital) apresentaram precipitação maior do que esperado: Cambará (+30 mm), Cândido de Abreu (+10 mm), Cascavel (+11 mm), Curitiba (+10 mm), Fernandes Pinheiro (+30 mm), Guaratuba (+77 mm), Paranaguá (+8 mm), Paranavaí (+14 mm), Pinhais (+66 mm), Santo Antônio da Platina (+2 mm), Telêmaco Borba (+8 mm) e União da Vitória (+9 mm). Já Cornélio Procópio atingiu 167,6 mm ante uma expectativa de 168,3 mm, ou seja, dentro da marca histórica.

O levantamento leva em consideração as estações meteorológicas instaladas pelo órgão em diferentes pontos do Estado. “Tivemos grandes variações em janeiro. Em cidades como Guaratuba e Curitiba foram mais dias com chuvas e também com chuvas mais expressivas”, afirmou o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

A precipitação acima da média, contudo, ficou mais concentrada na parte Leste do Estado. Muitas cidades das regiões Oeste e Noroeste seguem em estado de alerta, se adaptando aos efeitos de seca prolongada. Em Foz do Iguaçu, por exemplo, o déficit foi de 80 mm. Em Altônia a anomalia foi de 70 mm, seguida por Cianorte (66 mm), Londrina (61 mm) e Umuarama (51 mm).

“Nessas regiões o clima ficou mais seco que, associado a uma temperatura elevada, resultou em uma onda de calor severa”, destacou Kneib.

RODÍZIO

A Sanepar interrompeu no mês passado o rodízio no abastecimento de água em Curitiba e região. Reflexo da volta das chuvas mais intensas que permitiram aos reservatórios que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado (Saic) ultrapassar o nível médio de 80% da capacidade, marca considerada segura pela companhia para encerrar o revezamento, além de obras de R$ 250 milhões realizadas nesse período.

Atualmente, segundo a Sanepar, o índice é de 86,05%, volume composto pelas barragens do Iraí (96,72%), Passaúna (65,42%), Piraquara 1 (85,18%) e Piraquara 2 (100%). Foram ao todo 649 dias de rodízio, implementado em março de 2020.

Nesse período, ainda de acordo com a empresa, o rodízio e todas as medidas implementadas junto à população geraram economia de 89,8 bilhões de litros de água. “Mesmo sem chuva constante, não teremos rodízio nos próximos 12 meses”, disse o presidente da estatal, Claudio Stabile.

Assim como Curitiba, o rodízio foi interrompido também nas cidades de Clevelândia, Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste.

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