PG concede à Sanepar 39 áreas para captação de água no Tibagi

A Prefeitura de Ponta Grossa publicou, no Diário Oficial de quarta-feira (2), o Decreto 25.087 que concede 39 áreas particulares à Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar). A publicação do documento é um passo essencial para que a Sanepar possa aumentar em 50% a capacidade de abastecimento de água na cidade.
As desapropriações e declarações de utilidade pública ocorrem a partir do ponto onde será feita a captação da água do Rio Tibagi, na localidade de Desvio Ribas, e seguem pela margem direita da BR-376 até chegar ao portal principal de entrada da cidade.
As áreas pertenciam a pessoas físicas e jurídicas, incluindo indústrias instaladas no Distrito Industrial, como Makita e Cargill, passando pela Praimer e beneficiadora de batatas Vila Velha, até chegar à Frísia.
Ampliação
De acordo com o decreto, seis áreas estão sendo desapropriadas para que haja a captação de água. Com essas cessões, a Sanepar terá área de acesso, implantação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Tibagi e reservatório.
No Decreto, não há informações sobre o valor das indenizações que deverão ser pagas aos proprietários das áreas.
Trajeto da água
As outras 33 áreas foram declaradas de utilidade pública e ficam no caminho que a água captada e tratada irá percorrer até os consumidores, chamadas de “faixa de servidão para a rede adutora de água”.
Novo sistema
De acordo com o governo estadual, serão investidos R$ 200 milhões no novo sistema de abastecimento. As obras devem ser iniciadas em 2026, com incremento de 300 litros por segundo à capacidade do sistema, e mais 600 litros por segundo na etapa seguinte de obras.
Segundo a Sanepar, o Decreto Municipal de Utilidade Pública nº 25.087, de 2 de abril de 2025 representa um passo essencial para viabilizar o processo licitatório da nova Captação do Rio Tibagi, em Ponta Grossa. Este Decreto é indispensável para a obtenção dos licenciamentos ambientais e a regularização das áreas envolvidas no projeto.
“Atualmente, o processo licitatório está em fase de ajustes no projeto, considerando modificações recentes no traçado da adutora, além da reavaliação orçamentária e de precificação. A licitação será conduzida com a máxima celeridade, respeitando todas as etapas legais. A previsão é a de que o edital de concorrência seja lançado no segundo semestre deste ano, permitindo o início das obras em 2026, desde que sejam emitidas as licenças ambientais e concluída a regularização das áreas privadas envolvidas”, diz.
