Paraná confirma caso de hantavírus em Ponta Grossa

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, em comunicado na quarta-feira (6), dois casos de hantavírus no estado em 2026. Um destes casos é de Ponta Grossa. O outro foi registrado em Pérola d’Oeste, cidade próxima a Foz do Iguaçu.
O monitoramento da hantavirose ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter divulgado que casos e mortes foram registrados a bordo de um navio. O cruzeiro viajava da Argentina para Cabo Verde.
Apesar dos dois casos confirmados da doença, a Sesa afirma que a hantavirose segue controlada. No ano passado, apenas um caso foi registrado no Paraná, em Cruz Machado. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.
A doença
A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. É transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e em casos mais severos a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), nesse estágio é possível surgir edema pulmonar não cardiogênico, com o paciente evoluindo para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
Situação sob controle
Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a situação está sob controle e a rede de saúde está preparada. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, afirmou.
Sintomas
Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte e ministradas por profissionais médicos. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente, pois o tratamento oportuno é fundamental e pode salvar vidas.
Prevenção
A população deve evitar o contato com roedores silvestres. As medidas incluem roçar o terreno em volta das residências, dar destino adequado a entulhos, manter alimentos estocados em recipientes fechados, usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados, e fazer apenas limpeza úmida de anexos peridomiciliares como galpões, silos e paióis como forma a evitar a contaminação pelos aerossóis. (As informações são da Sesa).
