07 de julho de 2026

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‘Ocupação Andorinhas’ terá R$ 15,3 mi para urbanização


Por Danilo Kossoski Publicado 25/07/2025 às 17h28 Atualizado 25/02/2026 às 16h24
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Crime aconteceu na área de ocupação no Parque Andorinhas / Imagem: GoogleMaps

A área da antiga ocupação no Parque Andorinhas, em Ponta Grossa, irá receber investimento federal de R$ 15,3 milhões para melhorias em urbanização. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25), pelo vereador Guilherme Mazer (PT).

Investimento no Parque das Andorinhas

Os recursos são do Novo PAC 2025, no eixo Habitação – Periferia Viva, programa voltado à urbanização de favelas e à promoção de dignidade nas periferias brasileiras. Segundo Mazer, os recursos foram viabilizados por meio da articulação da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em contato com o vereador.

Gleisi e Mazer fizeram o anúncio do repasse dos recursos / Foto: Divulgação Guilherme Mazer

Programa Periferia Viva

Lançado em novembro de 2024, o programa Periferia Viva atua em quatro frentes: infraestrutura, equipamentos sociais, fortalecimento comunitário e inclusão por meio de tecnologia e oportunidades. O investimento no Parque das Andorinhas deverá garantir a execução de obras de pavimentação, drenagem, redes de água, esgoto e energia elétrica, além da implantação de áreas de lazer, equipamentos comunitários e outros serviços essenciais.

“Estamos investindo em dignidade e qualidade de vida. Esse projeto é um exemplo de como o governo do presidente Lula está presente nas comunidades, com ações concretas que transformam realidades”, afirmou a ministra Gleisi. A proposta é garantir bem-estar, segurança e desenvolvimento social para os moradores da região, consolidando uma parceria entre o governo federal e o município de Ponta Grossa.

Parceria

O vereador Guilherme Mazer comemorou o anúncio. “Estou muito feliz de ver o resultado do nosso trabalho e do governo Lula mudando a vida das pessoas. Essa é uma vitória das famílias e todos os envolvidos no processo, o movimento por moradia, o trabalho da ministra Gleisi Hoffmann em Brasília, o judiciário que ajudou na mediação, a UEPG, a Secretaria Municipal de Família e Desenvolvimento Social e tantos outros parceiros desse projeto que vai transformar uma ocupação em uma comunidade viva.”

No País

Em todo o país, serão destinados mais R$ 4,67 bilhões para ações em 49 territórios periféricos de 32 municípios de 12 estados. O Programa Periferia Viva tem a integração de 17 ministérios envolvidos na articulação de políticas públicas.

Parque Andorinhas

As famílias moradoras do local se instalaram durante ocupação do terreno, ocorrida em dezembro de 2021. Na ocasião, os manifestantes apontavam que o imóvel estava prestes a ser vendido pela Prolar (antiga companhia de habitação do Município), ao invés de ser utilizado para construção de casas populares. Entenda melhor o contexto, através da linha do tempo elaborada pelo Diário dos Campos:

Linha do tempo – entenda a história:

Dezembro de 2021

  • Início da ocupação pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) em 4 de dezembro de 2021, por mais de 60 famílias, após anúncio de projeto de extinção da Prolar. Um pedido de reintegração de posse foi solicitado pela Prefeitura.
  • Dois dias depois, um levantamento preliminar apontava que o local já contava com 260 famílias instaladas em barracas improvisadas. O movimento reivindicava moradias populares.
  • A Justiça indefere a reintegração, mas exige o “congelamento” da ocupação e cadastramento das famílias.
  • Dez dias após o início da ocupação, o local tinha mais de 500 famílias. A Prefeitura cancela dois contratos de topografia previstas para o local, e se reúne com líderes.

Janeiro de 2022

  • A ocupação completa um mês, tendo registradas 700 casas e 1.100 pessoas.
  • Estruturas improvisadas e falta de água e energia persistem.

Fevereiro de 2022

  • Levantamento preliminar do Município aponta que a ocupação teria mais de 700 famílias sem cadastro municipal. A Prefeitura alega falta de colaboração para registros e ofertas de serviços. O movimento nega.
  • O Desembargador Fernando Prazeres vistoria local e defende mediação. Audiência de conciliação é marcada para março.
  • A Prolar faz atualização e identifica quase 400 famílias no Parque das Andorinhas. Movimento questiona metodologia do levantamento.

Março de 2022

  • Uma audiência define prazo de cinco dias para apresentação do projeto de urbanização na área de ocupação.
  • Vendas de lotes são proibidas, e nova audiência é marcada.

Abril de 2022

  • A UEPG inicia projetos de apoio à ocupação, via extensão universitária. A expectativa é de geração de renda e fortalecimento comunitário. Nova audiência ocorre.

Maio de 2022

  • A FNL aciona a Justiça solicitando água e energia elétrica. A Prefeitura diz que o tema está em discussão judicial.
  • A ALEP cobra providências para garantir direitos básicos aos moradores. Um documento é enviado a diversos órgãos públicos.

Junho de 2024

  • A Prefeitura firma cessão do terreno e parceria com UEPG, prevendo instalação de fábrica de blocos como gerenciamento pelos próprios moradores.
  • Ocorre a regularização dos lotes e início de obras planejadas.

Julho de 2025

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Danilo Kossoski
Danilo Kossoski

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e possui MBA em Marketing Digital pela Unisecal. Foi repórter no Jornal da Manhã, Produtor na Rede Massa TV Guará, e assessor de imprensa na Prefeitura de Ponta Grossa (PR). Atua no Diário dos Campos desde 2017, entrevistando, escrevendo e editando. Desde maio de 2022 é editor-chefe do DC e é apaixonado por boas histórias.