21 de julho de 2026

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Novo Contorno de PG: o que é e para que servirá esta obra estrutural?


Por Matheus Dias Publicado 09/04/2026 às 12h46 Atualizado 10/04/2026 às 14h56
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Foto da Souza Naves ilustra pauta sobre novo contorno de PG
Foto: reprodução/comunicação Motiva Paraná.

Em mais um texto da série do Diário dos Campos sobre o Novo Contorno de Ponta Grossa, a reportagem aborda em detalhes o que é e para que servirá esta grande obra estrutural para os Campos Gerais e o Paraná, além de tratar sobre a discussão do traçado do Contorno e as diferentes propostas apresentadas até agora.

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O que é o Novo Contorno de PG?

O Novo Contorno de Ponta Grossa será uma estrutura rodoviária utilizada para ligar a BR-376 (de quem vem de Curitiba) a outro trecho da BR-376 (para seguir ao Norte do Estado), passando também pela rodovia PR-151 (que leva a Carambeí, Castro e também conecta com o Norte do Paraná).

No atual traçado proposto pela concessionária Motiva, que é a responsável pela construção do Contorno, a estrutura intersecciona com a BR-376 ao lado da fábrica da Makita, no Distrito Industrial, contornando o Norte e o Leste da área urbana de Ponta Grossa. A intersecção com a PR-151 ocorreria nas proximidades de onde está sendo instalada a fábrica da Nissin. A integração do Contorno com a BR-376 seria feita na região do Trevo Caetano, que também liga a rodovia à BR-373.

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Para que servirá o Novo Contorno de PG

A proposta original do Novo Contorno de PG tem finalidade estratégica não apenas para a cidade de Ponta Grossa, mas também para toda a logística do Paraná, como afirmam a concessionária, a gestão municipal e também autoridades estaduais, que chegam a classificar a obra como uma das mais importantes dos últimos anos.

A ideia é que o Contorno desafogue o tráfego de veículos, principalmente pesados, que hoje trafegam por dentro do perímetro urbano de PG pelas avenidas Souza Naves (BR-373), Presidente Kennedy (BR-376) e Senador Flávio Carvalho Guimarães (PRC-373). Estes veículos, que em sua maioria não tem como destino a cidade de Ponta Grossa, passariam por fora da área urbana.

Como resultado, estas vias se tornarão caminhos mais seguros para os usuários que residem em Ponta Grossa, com menos engarrafamentos, acidentes e lentidão. Da mesma forma, a viagem para quem utilizar o Novo Contorno também será mais rápida e segura, sem ter que trafegar pela via junto ao tráfego local de veículos.

Isto também seria assegurado pelo padrão construtivo proposto para a via: o Novo Contorno deve ser construído em Classe 1, ou seja, pista duplicada com poucos pontos de saída e entrada pré-determinados, assegurando fluxo ágil de veículos, sem cruzamentos em nível.

Em que pé está sua construção?

No momento, entidades ainda debatem o traçado que o Novo Contorno deve seguir. Este é o maior impasse envolvido na questão desta obra estrutural, uma vez que a proposta da concessionária não foi bem recebida pela Prefeitura de Ponta Grossa e entidades da sociedade civil organizada como a ACIPG.

Publicamente e também em reuniões com autoridades, o poder público municipal tem afirmado que o contorno proposto pela Motiva, mesmo em uma nova proposta enviada no início de março, tem alguns pontos sensíveis.

Dentre eles, a passagem por áreas da Embrapa, do Exército, riscos para o abastecimento hídrico de PG, o corte de propriedades rurais produtivas, exigindo a construção de Obras de Arte Estruturais (OAEs), questões fundiárias com o MST e, segundo a prefeitura, o Novo Contorno passa muito próximo do perímetro urbano. Com isso, ele limitaria o crescimento da cidade e, no médio prazo, se tornaria o que hoje é a Avenida Presidente Kennedy: uma rodovia transformada em via urbana que perderia totalmente a sua finalidade estratégica.

De acordo com a concessionária, adaptações foram feitas na proposta para atender pedidos de entidades e há duas alternativas consideradas as mais viáveis do ponto de vista de sustentabilidade, construtivo e de prazo da obra.

O traçado precisa aliar também itens como relevo, inclinação da pista e raio de curvas para obedecer a velocidade de diretriz da rodovia, o que justifica a preocupação técnica em evitar trechos muito sinuosos para otimizar distância, tempo de viagem, conforto e segurança para motoristas de veículos leves e pesados, diz a concessionária.

Na quarta-feira, dia 15 de abril, será realizada uma audiência pública sobre o traçado do Contorno no auditório da OAB PG.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.