04 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Morador de PG pede cumprimento da ‘lei dos fios soltos’


Por Danilo Kossoski Publicado 30/07/2025 às 19h27 Atualizado 25/02/2026 às 16h14
Ouvir: 00:00
Imagem ilustrativa / Foto: Arquivo DC

A poluição visual e os riscos causados por fios soltos e emaranhados nos postes da cidade continuam sendo motivo de preocupação em Ponta Grossa. Neste mês, o leitor do Diário dos Campos, Acir da Cruz Camargo, enviou mensagem por escrito à Ouvidoria Geral do Município. No texto, solicitava providências quanto à fiação aérea pendurada em diversos pontos da cidade. Citava vias importantes como a Avenida Carlos Cavalcanti e o cruzamento entre as ruas Comendador Miró e Coronel Dulcídio.

“Esses fios, não sei se comportam riscos de choque elétrico, mas podem causar acidentes como tombos aos pedestres”, escreveu Camargo, que também mencionou o problema em áreas centrais.

Pedido à Ouvidoria

A mensagem foi enviada à Ouvidoria no último dia 18. Fazia 11 dias que Lei Municipal nº 14.686/2023 tinha começado a valer. A “lei dos fios soltos” obriga empresas de telefonia, internet, TV a cabo e “qualquer outro serviço relacionado à rede aérea” a remover cabos excedentes e sem uso, além de identificar sua fiação com placas e cores personalizadas.

A resposta da Ouvidoria, no entanto, foi breve: “Informamos que a fiação elétrica é de responsabilidade da Copel.” A Ouvidoria não mencionou a nova legislação, tampouco indicou encaminhamento para fiscalização ou abertura de protocolo. Isso motivou Camargo a reencaminhar a mensagem ao jornal, para nova reportagem sobre o assunto.

O que diz a lei

A lei, sancionada pela prefeita Elizabeth Schmidt em 2023, deu dois anos para que as concessionárias fizessem a remoção dos fios soltos. O texto determina que o Poder Executivo fiscalize e notifique as empresas responsáveis pela fiação aérea. Após notificação, elas têm 120 dias para apresentar plano de remoção e até seis anos para concluir a retirada total dos cabos excedentes. Em caso de descumprimento, estão sujeitas a multas diárias.

Reportagens do DC

Reportagem publicada pelo Diário dos Campos em 8 de julho já havia destacado o início da vigência [prática] da lei e os transtornos causados por fios soltos. Um caso citado envolveu um carro que ficou preso em cabos baixos no Jardim Monte Bello. O morador Eduardo Cardozo relatou situações semelhantes em outras regiões da cidade e também acionou a Prefeitura.

Questionamentos

A reportagem do DC contatou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta Grossa e fez as seguintes perguntas:

  • Se a denúncia não deve ser feita via Ouvidoria Geral, como dever ser feita?
  • Quais departamentos da PMPG estão envolvidos na fiscalização e notificação das empresas?
  • De que forma a população vai acompanhar essas notificações? Serão publicadas em Diário Oficial?

As perguntas foram enviadas no último dia 18 de julho e, até a publicação desta reportagem, não haviam sido respondidas.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Danilo Kossoski
Danilo Kossoski

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e possui MBA em Marketing Digital pela Unisecal. Foi repórter no Jornal da Manhã, Produtor na Rede Massa TV Guará, e assessor de imprensa na Prefeitura de Ponta Grossa (PR). Atua no Diário dos Campos desde 2017, entrevistando, escrevendo e editando. Desde maio de 2022 é editor-chefe do DC e é apaixonado por boas histórias.