Lago de Olarias fica seco e parque tem áreas interditadas

Quem passou pelo Lago de Olarias nos últimos dias se surpreendeu com o baixo nível de água. O cenário, que chamou a atenção de moradores e frequentadores do parque, tem uma explicação: trata-se de uma etapa das obras de desassoreamento iniciadas pela Prefeitura de Ponta Grossa, e anunciadas neste mês (relembre). Elas exigirão interdições temporárias e mudanças no uso do espaço.
A intervenção prevê a retirada de cerca de 70 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados ao longo dos anos, restabelecendo a capacidade hidráulica do reservatório e garantindo melhorias ambientais. O trabalho é realizado com equipes e equipamentos próprios do Município, como retroescavadeiras e caminhões da Secretaria de Meio Ambiente.

Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Carla Kritski, a drenagem controlada do lago faz parte da fase preparatória da obra, que inclui também o monitoramento ambiental e o resgate da ictiofauna, assegurando a proteção dos peixes durante a redução do nível da água. “O assoreamento é um processo natural, mas como esse trabalho nunca foi feito desde a implantação do lago, agora ele será realizado de forma mais contundente”, explica.
Revitalização
A prefeita Elizabeth Schmidt destaca que a revitalização é fundamental para preservar um dos principais cartões-postais da cidade. “O Lago de Olarias é um dos lugares mais queridos de Ponta Grossa e esse trabalho vai assegurar que ele continue cumprindo sua função ambiental, urbana e de lazer para os próximos anos”, afirma.
Cronograma
O cronograma prevê quatro etapas: a preparatória, já em andamento; a preparação operacional, que deve começar em duas a três semanas; o desassoreamento em si, com duração aproximada de oito meses; e a finalização, com limpeza e recomposição gradual do nível da água. Parte do material retirado será reaproveitado em outras obras do município, como no Lago 2.
Durante o período de obras, haverá interdições parciais no estacionamento próximo ao módulo da Guarda Municipal e em trechos da pista de caminhada, para garantir a segurança dos visitantes. Os frequentadores terão como alternativas o uso da ciclofaixa ou o retorno antes da área interditada.
Além de preservar o aspecto paisagístico, o Lago de Olarias desempenha papel estratégico na contenção de alagamentos e na defesa ambiental da região. Por isso, a obra é considerada essencial para o futuro da cidade.
Andamento da obra no Lago de Olarias
- Etapa preparatória (cerca de 3 semanas)
- Drenagem gradativa e controlada do lago (fase atual).
- Monitoramento ambiental contínuo.
- Resgate da ictiofauna (peixes) para garantir proteção da vida aquática.
- Preparação operacional (2 a 3 semanas)
- Implantação de acessos para circulação de máquinas e caminhões.
- Montagem do pátio de obras próximo ao módulo da Guarda Municipal.
- Instalação de cercamento com tapumes para segurança dos visitantes.
- Desassoreamento (aproximadamente 8 meses)
- Retirada mecanizada de cerca de 70 mil m³ de sedimentos acumulados.
- Transporte do material retirado, com parte sendo reaproveitada em outras obras, como no Lago 2.
- Acompanhamento técnico para minimizar impactos ambientais.
- Finalização (2 a 3 semanas)
- Regularização do leito do lago.
- Limpeza da área utilizada pelas máquinas.
- Recomposição gradual do nível da água.
Interdições e segurança
- O estacionamento ao lado do módulo da Guarda Municipal está parcialmente interditado durante as obras.
- Nos próximos meses, há previsão de bloqueio em trecho da pista de caminhada próximo ao estacionamento, temporariamente.
- Alternativas para visitantes: poderá haver desvio pela ciclofaixa ou retorno antes da área interditada.
- A previsão é que a obra exija intervenções até o final do ano.

