19 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Kit covid só sai do papel com ajuda da iniciativa privada


Por Patrícia Lucini Publicado 02/06/2021 às 10h15 Atualizado 21/02/2026 às 12h38
Ouvir: 00:00
Foto: Arquivo DC (Fábio Matavelli)

A prefeitura de Ponta Grossa, com uso de recursos públicos, não poderá fazer valer a lei do kit covid. Promulgada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Daniel Milla (PSD), depois que prefeita Elizabeth Schmidt não vetou nem sancionou a medida dentro do prazo estabelecido pela legislação, a lei 13.942/21, publicada no Diário Oficial do Município na sexta-feira (28) institui ao poder público municipal a responsabilidade de disponibilizar gratuitamente medicamentos para o tratamento precoce da covid-19 na rede SUS de Ponta Grossa durante o período de pandemia, o chamado ‘kit covid’. Uma das alternativas para colocar a lei em prática seria por meio de parcerias com a iniciativa privada.

Procurado pelo dcmais e jornal Diário dos Campos, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Manjabosco, afirmou que a Fundação não tem autorização do Tribunal de Contas do Estado para aquisição dos medicamentos, e que os gestores que fizeram a aquisição do chamado kit covid, agora estão sendo responsabilizados. Na lista de medicamentos citados na lei estão hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, bromexina, nitazoxanida, zinco, vitamina D e anticoagulantes.

“Não existe justificativa técnica pela Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde], órgão do Ministério da Saúde que autoriza o gestor a fazer a compra de medicamentos e entrega à população em determinada situação, para a compra destes medicamentos contra a covid. Em virtude disso, a Fundação de Saúde não pode disponibilizar os remédios do kit covid, de forma gratuita, com recursos públicos”, aponta.

Questionado sobre a viabilidade da lei durante audiência pública de prestação de contas da Saúde, na Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (28), o posicionamento de Manjabosco foi semelhante. Na ocasião, ele citou parecer da Conitec contrário à utilização desses medicamentos no tratamento contra covid.

Parcerias

Manjabosco destacou ainda que a prescrição de medicamento passa pelo relacionamento médico-paciente. Uma forma de viabilizar o kit covid, no entanto, seria por meio de parcerias com iniciativa privada e sociedade civil organizada. A lei aprovada pela Câmara prevê que o poder público possa firmar parcerias e convênios para a efetivação da lei.

Encabeçado pelo bloco cristão da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa – formado pelos vereadores Leandro Bianco (Republicanos), Felipe Passos (PSDB), Missionária Adriana (SD) e Léo Farmacêutico (PV), o projeto foi assinado por dez vereadores. Leandro Bianco afirma que a intenção agora é conversar com entidades para viabilizar a lei.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.