09 de julho de 2026

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IAT libera análise de fauna para duplicação da PR-151 no acesso a PG


Por Matheus Dias Publicado 07/10/2025 às 15h15 Atualizado 25/02/2026 às 14h20
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Trecho da PR-151 que deve passar por duplicação.
PR-151, nas proximidades da rotatória que leva à UTFPR. Foto: Google Street View.

O Instituto Água e Terra (IAT) autorizou o início dos estudos detalhados de fauna silvestre necessários para as obras de duplicação da rodovia PR-151, um importante acesso a Ponta Grossa. A autorização ambiental, publicada nesta semana, permite a uma equipe técnica multidisciplinar realizar o levantamento de fauna terrestre, aquática e de fauna atropelada na área de influência do empreendimento.

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O trecho em questão compreende a duplicação da PR-151 (que integra o sistema da PR-151) entre a PRC-373 e a Avenida Charles Louis Jean Renaud. O objetivo principal dos estudos é identificar a composição de espécies e analisar a dinâmica das comunidades de animais, fornecendo dados essenciais para o acompanhamento ambiental durante e após a execução da obra.

A equipe técnica, coordenada pelo engenheiro ambiental David Dalpiva Junior, é composta por biólogos e um médico-veterinário, que serão responsáveis por diferentes grupos de animais:

  • Mastofauna (mamíferos) e Avifauna (aves): Ana Cleuza de Souza Pelanda
  • Herpetofauna (répteis e anfíbios) e Ictiofauna (peixes): Paulo Augusto Barbosa
  • Atendimento veterinário: Enthony Pucci Ceregatti

Metodologia Abrangente e Condicionantes Rigorosas

A autorização, que está em conformidade com a legislação ambiental federal e estadual, estabelece um rigoroso protocolo de trabalho com 48 condicionantes. Os métodos de amostragem são específicos para cada grupo animal, incluindo:

  • Armadilhas fotográficas e redes de neblina para mamíferos.
  • Pontos de escuta e transectos para aves.
  • Busca ativa para répteis e anfíbios.
  • Redes de espera, covos e tarrafas para peixes.

Um dos aspectos mais relevantes do estudo será o levantamento de fauna atropelada, que deverá ser realizado em, no mínimo, duas campanhas trimestrais. A metodologia inclui busca ativa por carcaças em velocidade controlada e a realização de trechos a pé para garantir a precisão dos dados. Os resultados devem ser apresentados como taxa de atropelamento (indivíduo/km/dia) e incluir análises estatísticas para identificar “hotspots” – pontos críticos de atropelamento.

Da Análise à Ação

Os estudos vão além do simples levantamento. O relatório final deverá conter:

  • Índices de biodiversidade (riqueza, abundância, diversidade).
  • Avaliação de espécies ameaçadas de extinção.
  • Análise crítica dos impactos do empreendimento e da viabilidade das populações de fauna.
  • Proposição de medidas mitigadoras, caso sejam identificadas necessidades.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.