12 de julho de 2026

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Gaeco cumpre mandados em empresa de engenharia em Ponta Grossa


Por dmais Publicado 20/07/2020 às 12h22 Atualizado 24/02/2026 às 00h04
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Paraná (Gaeco/PR) desde o início desta segunda-feira (20) cumpre mandados de busca e apreensão na empresa Martins Engenharia de Ponta Grossa.

As viaturas do órgão, com a Polícia Militar e Pelotão de Choque, estão na frente do prédio da empresa, na Avenida Antônio Rodrigues Teixeira Junuior, no Jardim carvalho..

De acordo com o Ministério Público, informações mais detalhadas sobre a operação serão divulgadas ao longo desta manhã.

O DC tentou contato com a Martins Engenharia mas, até o momento (9h30), não houve retorno das ligações. O advogado da empresa, Emerson Woyceichoski, chegou ao local por volta das 9 horas. Ainda por volta das 11h20, quatro pessoas ligadas à empresa, entre diretores e colaboradores, foram encaminhadas à sede do Gaeco para prestar esclarecimentos. 

O que diz o MP

Veja a íntegra nota publicada pelo Ministério Público do Paraná às 9h50 desta segunda-feira:

"O núcleo de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a Operação Ductos nesta segunda-feira, 20 de julho, para o cumprimento de 16 mandados de prisão temporária e 50 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e incluem ainda o bloqueio de imóveis e veículos de 22 pessoas ou empresas.

As prisões temporárias (por cinco dias) têm como alvo empresários e servidores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). As buscas são cumpridas em 37 residências e 13 empresas, incluindo cinco estabelecimentos privados (em Ponta Grossa, Cornélio Procópio, Telêmaco Borba e Curitiba) e oito da Sanepar (três em Ponta Grossa, dois em Telêmaco Borba e um em Curitiba, Santo Antônio da Platina e Cornélio Procópio).

As investigações, iniciadas há cerca de dois anos, apuram principalmente o pagamento indevido por serviços não prestados e fraudes em licitações. Teria havido benefício ilegal para empresas, mediante pagamento de propinas a servidores da Sanepar. A principal empresa beneficiada seria também a organizadora do pagamento de propinas.

Há suspeitas de que as empresas organizavam entre si o resultado de processos licitatórios, a partir do acesso a informações internas da Sanepar. Os crimes investigados são fraude a licitação, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção por meio de organização ou associação criminosa, além de falsidade documental.

Propinas 

Iniciadas há cerca de dois anos, as investigações apuram principalmente o pagamento indevido por serviços não prestados e fraudes em licitações, bem como benefício ilegal para empresas, mediante propinas a servidores da Sanepar.

A principal empresa beneficiada seria também a organizadora do pagamento dos subornos. Há suspeitas de que as empresas organizavam entre si o resultado de processos licitatórios, a partir do acesso a informações internas da Sanepar.

Investiga-se, ainda, o faturamento por serviço não executado integralmente ou por serviço superfaturado, com o uso de medições falsas ou não fiscalizadas por servidores da Sanepar.

Em contrapartida, funcionários da Sanepar receberiam propina. O grupo de empresários que liderava a organização das fraudes montou outras empresas para efetivar os pagamentos ilegais e ocultar sua verdadeira origem".

Atualizações: 

1ª às 9h44 – Advogado da empresa Martins Engenharia Emerson Woyceichoski, chegou ao local por volta das 9h40 da manhã desta segunda. 

2ª às 9h55 – Inclusão da nota do Ministério Público do Paraná

3ª às 11h25 – Quatro pessoas ligadas à empresa, entre diretores e colaboradores, foram encaminhadas à sede do Gaeco para prestar esclarecimentos.

 

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