21 de julho de 2026

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Falta d’água paralisa empresas de PG e deve causar prejuízo milionário


Por Edilene Santos Publicado 18/03/2025 às 12h45 Atualizado 25/02/2026 às 19h52
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Foto: Distrito Industrial / Divulgação

A crise da falta de água em Ponta Grossa deve causar um prejuízo milionário ao setor industrial, de comércios e serviços da cidade. A informação é do coordenador do Núcleo das Indústrias da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), Rafael Issa Rickli.

Indústrias de Ponta Grossa

Segundo ele, nesta terça-feira (18), pelo menos cinco unidades localizadas no Distrito Industrial estão com as torneiras secas. Algumas empresas irão paralisar as atividades por conta da falta d’água. “Não temos nem ideia do prejuízo. Mas se a Tetra Pak*, por exemplo, parar um dia por causa disso, deixa de faturar milhões de reais”, calcula Rickli, que tem uma fábrica de borrachas no Distrito.

Ele também informou que está parando as atividades nesta terça-feira. “Aqui vamos deixar de faturar de R$ 150 mil a R$ 200 mil por dia”, revela o empresário. A Omya, que realiza processamento de minerais, está com problema de abastecimento desde segunda-feira (17), de acordo com Rickli. Também já informaram paralisação das atividades a Braswood e Pervale. “Só quem tem poço está conseguindo se manter”, diz.

A reportagem do Diário dos Campos contatou a assessoria de imprensa da Tetra Pak, que negou estar interrompendo as atividades, mas admitiu a necessidade de adaptações na produção. “A fábrica da Tetra Pak em Ponta Grossa conta com um poço artesiano para fins industriais para manter o abastecimento de água neste momento e, por isso, não precisará parar suas atividades. Mesmo assim, a empresa tomou algumas medidas para economizar este recurso, mas que não prejudicam a produção”, informou.

O que diz a Sanepar

Rickli destaca que as indústrias entraram em contato com a Sanepar solicitando caminhões-pipa, mas a Companhia teria informado que já alugou todos. “A situação é caótica”, afirma.

Em entrevista ao Diário dos Campos, por telefone, a gestora da Sanepar em Ponta Grossa, Simone Alvarenga de Campos, disse que estava em contado com Rickli para alinhar a necessidade do Distrito Industrial.

Informou ainda que uma peça que vai concluir a obra de captação do rio Pitangui está chegando à cidade de helicóptero ainda pela manhã. “A peça fabricada em Santa Catarina chegou, tetamos colocá-la na adutora, mas deu problema. Essa que está vindo foi fabricada com urgência nessa madrugada”, disse.

Comércio

Nesta segunda-feira, a ACIPG discutiu a crise hídrica com o setor de comércio, que vem sendo afetado pelo desabastecimento há mais dias. “Em teoria, a água voltaria ontem. Além disso, há o problema da água nas tubulações”, finaliza o coordenador.

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