Equipe liderada por ponta-grossense conquista competição internacional de foguetes

A equipe Kosmos Rocketry da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), liderada pelo acadêmico ponta-grossense Arthur Sato, 22 anos, conquistou o primeiro lugar na maior competição de foguetes experimentais da América Latina. Entre os dias 5 e 8 de novembro, Sato e equipe participaram do 6º Desafio Espacial Latino-americano (Latin American Space Challenge/LASC), realizado em Iacanga-SP, que reuniu 104 equipes de diversos países.
Arthur Sato é acadêmico do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSC Joinville. A Kosmos é formada por estudantes da graduação e mestrado da universidade, e participou das duas maiores competições de foguetes experimentais do mundo em 2025: a LASC e também a International Rocket Engineering Competition (IREC), nos Estados Unidos.
A equipe também conta com Enzo Negri Cogo, morador de Ponta Grossa que, como Arthur, está estudando Engenharia Aeroespacial.
“Em ambos a gente conseguiu conquistas muito boas para o Brasil, nos EUA o primeiro prêmio foi em uma categoria que o país nunca tinha participado, e recentemente em São Paulo ganhamos o campeonato geral com o melhor foguete experimental o ano, que é o ‘Phobos’, nosso projeto de 3 km de apogeu”, contou Sato. “No IREC, pela primeira vez participamos com um projeto de 30 mil pés, ou seja, o primeiro projeto universitário que cehga a aproximadamente p.1 km”, detalhou.
Arthur Sato detalhou ao Diário dos Campos as conquistas de sua equipe, assista:
Experiências internacionais

Além das conquistas, as experiências internacionais permitiram aos acadêmicos terem contatos com referências do segmento. “Nos Estados Unidos concorremos com várias universidades renomadas, como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), entre outras. Em nossa categoria só haviam universidades tanto dos EUA quanto do Canadá e a gente conseguiu conquistar o segundo lugar, o que foi um marco para o Brasil”, destacou Sato. Segundo o acadêmico, o mercado aeroespacial está crescendo no país.
“A gente já teve contato direto com empresas grandes, como Space X e Blue Origin, que são gigantes do mercado aeroespacial. Na LASC tivemos contato com membros do Exército e outras empresas do Brasil parceiras, que estavam auxiliando a gente, é um mercado que está crescendo muito, que nos anima a fazer projetos cada vez maiores”, comentou.

