03 de junho de 2026

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Em sessão extra, vereadores de PG aprovam reajuste dos próprios salários


Por Da Redação com assessorias Publicado 13/12/2024 às 17h09 Atualizado 25/02/2026 às 22h00
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Sessão teve baixa participação popular / Foto: Divulgação CMPG

Na manhã desta sexta-feira (13), os vereadores de Ponta Grossa aprovaram o reajuste dos próprios salários, elevando o subsídio dos parlamentares para R$ 18.119,68 a partir do próximo mandato, em 2025. A decisão foi tomada em duas sessões extraordinárias realizadas na Câmara Municipal, convocadas no final da tarde de quinta-feira (12). O tema, que não constava na ordem do dia, gerou debates e dividiu opiniões entre os parlamentares.

Contra o reajuste para vereadores de Ponta Grossa

O vereador Geraldo Stocco (PV) foi uma das vozes contrárias ao projeto de lei (PL) 418/2024. Stocco criticou a forma como o tema foi conduzido, afirmando que a votação ocorreu sem o devido debate na Câmara Municipal.

“Votei contra medidas do tipo em outros momentos e não seria diferente agora. Acredito que para além do mérito do tema a maneira como a votação foi conduzida é inadequada, sem tempo hábil. Por isso, mantive meu voto contra mantendo a coerência nas minhas decisões”, justificou.

Ele ressaltou que, apesar de se opor ao reajuste dos vereadores, votou favoravelmente ao aumento salarial da prefeita, defendendo que a medida é necessária para atrair novos médicos à cidade. “Hoje os médicos não vêm trabalhar na nossa cidade por conta do salário, municípios vizinhos pagam melhor e acabam ficando com esses profissionais. Sempre fui oposição à Prefeita, pedi a cassação dela, mas não posso ser hipócrita quanto a solução da falta de médicos na nossa cidade”, declarou.

A favor do reajuste para vereadores de Ponta Grossa

Já o Mandato Coletivo, que votou a favor da medida, destacou em nota que o reajuste corrige perdas inflacionárias acumuladas desde 2013, tomando como base o INPC, e se alinha aos índices aplicados aos servidores públicos. O grupo defendeu o aumento como uma medida de justiça salarial e transparência.

“Defendemos que todos os servidores públicos, concursados ou eleitos, tenham seus vencimentos corrigidos com justiça. Não há serviço público de qualidade sem uma remuneração adequada para quem realiza o trabalho. O reajuste aprovado para os vereadores está em conformidade com o que é garantido aos servidores municipais”, afirmou o coletivo.

Além disso, o Mandato Coletivo criticou o discurso da “antipolítica”, que, segundo eles, enfraquece as instituições democráticas e alimenta narrativas autoritárias. Reiterando seu compromisso com a democracia e a justiça social, o grupo defendeu a radicalização democrática, com maior participação popular e fortalecimento das minorias.

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