Em nota, Ricardo Zampieri nega veementemente qualquer tipo de desvio de conduta

O vereador Ricardo Zampieri (Republicanos), se manifestou, por meio de nota, sobre sua prisão temporária. Zampieri é presidente da CPI do Estar Digital, e foi preso temporariamente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizada (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, na manhã desta terça-feira (15), em Ponta Grossa.
Veja, na íntegra, a nota enviada:
“A assessoria de imprensa do vereador Ricardo Zampieri informa que, como presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investiga o Estar Digital em Ponta Grossa, o parlamentar cumpriu com sua obrigação, durante toda a investigação, conforme o Regimento Interno e Lei Orgânica do Município.
Ao final, foi confeccionado o relatório e assinado pelos vereadores que compunham a citada CPI, onde foram mencionados todos os fatos apurados durante as investigações e também anexadas toda documentação levantada durante o processo.
Ao fim da CPI, encaminhou o processo ao Ministério Público, para as providências conforme o Regimento Interno e Lei Orgânica do Município.
O vereador Ricardo Zampieri nega veementemente qualquer tipo de irregularidade, desvio de conduta ou possível fraude. Ressalta-se ainda que o mesmo, como presidente da CPI, foi o responsável pelas denúncias de possíveis irregularidades, que resultaram na instauração da Comissão de Investigação.
Todos os esclarecimentos serão prestados junto às autoridades em exercício nessa operação do Gaeco”.
Operação
O Gaeco do Ministério Público do Paraná cumpriu na manhã desta terça-feira (15) cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Saturno.
Os alvos das prisões são quatro empresários, que ainda não tiveram nomes revelados, os vereadores Walter José de Souza – Valtão (PRTB), relator da CPI do Estar, e Ricardo Zampieri (Republicanos), presidente da CPI. Também está preso o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito de Ponta Grossa (AMTT), Roberto Pelissari.
Os empresários e Valtão foram presos preventivamente. Já Zampieri e Roberto Pelissari foram presos temporariamente, por cinco dias.
A Operação investiga possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência supostamente praticados por empresários, servidores públicos e vereadores de Ponta Grossa.
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