03 de junho de 2026

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Em nota, advogado de vítima de feminicídio diz que ela tinha medida protetiva


Por Redação com assessoria Publicado 02/12/2024 às 12h01 Atualizado 25/02/2026 às 22h23
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Priscila Eliz Sinhori, vítima de feminicídio. Foto: reprodução/Facebook.

O advogado de Priscila Eliz Sinhori, Fabiano Camillo, divulgou nota à imprensa comentando o feminicídio de sua cliente. Ela foi morta no sábado (30) e o suspeito de ter cometido o crime é seu ex-convivente, um homem de 60 anos. O indivíduo foi preso na madrugada do domingo (1º).

Leia também: Vítima de feminicídio em PG será sepultada nesta segunda (2)

O advogado afirmou estar indignado com os fatos, criticou a proteção legal e pediu um fortalecimento de políticas públicas de segurança e proteção às mulheres em situação de violência. Segundo ele, sua cliente tinha medida protetiva de urgência e o crime foi premeditado.

“Priscila Eliz, que contava com uma medida protetiva, estava sob a proteção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a qual tem como objetivo coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Entretanto, a efetividade dessa proteção se mostrou ineficaz diante da ação covarde e premeditada do agressor, que, em um ato de total desrespeito à vida e à dignidade humana, ceifou a existência de uma mulher que buscava apenas viver em paz”.

Camillo acrescenta: “clamo por justiça em nome de Priscila Eliz e de todas as mulheres que, como ela, foram vítimas de violência. Que o agressor seja responsabilizado não apenas pelo ato brutal que cometeu, mas também que este caso sirva de exemplo para que a sociedade e o Estado se mobilizem em prol da proteção das vidas das mulheres, assegurando que medidas efetivas sejam implementadas para evitar que tragédias como essa se repitam”, conclui.

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