20 de julho de 2026

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Em depoimento, Miguelito nega injúrias raciais, Allano se pronuncia


Por Redação Publicado 05/05/2025 às 16h45 Atualizado 25/02/2026 às 18h45
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Allano e Miguelito
Allano (esquerda) e Miguelito (direita). Fotos: André Jonsson/OFEC e reprodução/PCPR, respectivamente.

Em depoimento à Polícia Civil, o atacante boliviano Miguelito, do América-MG, negou ter cometido crime de injúria racial contra o jogador Allano, do Operário Ferroviário. Miguelito está preso em Ponta Grossa desde a noite deste domingo (4), após ser autuado em flagrante pelo crime. O caso ocorreu durante a partida entre os dois times pela Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Germano Krüger. 

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O Diário dos Campos teve acesso ao depoimento prestado ao delegado Gabriel Munhoz. Ele negou ter usado a palavra “preto” ao se dirigir a Allano, após uma disputa de bola. Miguelito relatou ter falado um palavrão no calor do momento, mas em nenhum momento com o intuito de ofender o jogador adversário.

Nota do jogador Allano, do Operário

No início da tarde da segunda (5), o Operário divulgou nota oficial assinada pela assessoria do atleta Allano, vítima das injúrias em investigação. Veja a íntegra do texto a seguir: 

“Venho, por meio desta nota, me manifestar sobre o episódio lamentável de injúria racial que sofri durante a partida entre Operário e América Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

Infelizmente, mais uma vez, o racismo mostrou sua face cruel dentro de um espaço que deveria ser de celebração, respeito e igualdade. Ser ofendido pela cor da minha pele é algo doloroso, revoltante e, acima de tudo, inaceitável.

Não vou me calar. Não por mim apenas, mas por todos os que já passaram por isso e por aqueles que ainda lutam para que esse tipo de violência acabe de vez. O futebol, como a sociedade, precisa dizer basta ao racismo. Precisamos de justiça, responsabilidade e, sobretudo, empatia.

Agradeço ao Operário pelo apoio, aos meus companheiros de equipe, à minha família e a todos que têm se solidarizado comigo neste momento. A luta contra o racismo é de todos nós, e ela não vai parar enquanto houver injustiça”.

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