EIV detalha aumento de atendimentos, equipe e leitos com nova torre do HU

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais Wallace Thadeu de Mello e Silva, em Ponta Grossa, terá sua capacidade praticamente duplicada de atendimento com a construção da nova torre. O projeto, detalhado no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) submetido ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), praticamente dobra a área construída da unidade.
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Atualmente, o hospital possui 17.129,54 metros quadrados de área construída. Com a ampliação proposta, serão incorporados mais 14.497,36 metros quadrados, elevando o total para 31.626,90 metros quadrados. A principal intervenção é a implantação de uma nova torre com cinco pavimentos, dentro do campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no bairro de Uvaranas.
De acordo com o estudo, a ampliação terá impacto direto na capacidade assistencial do hospital. O número de leitos passará de 239 para 478, enquanto a capacidade máxima de pacientes internados simultaneamente poderá chegar a 468, praticamente o dobro do cenário atual. Também está previsto aumento expressivo nos atendimentos diários, como consultas médicas, cirurgias, exames laboratoriais e atendimentos de pronto-socorro.

As consultas médicas diárias, por exemplo, devem subir de 402 para 700, enquanto o número de cirurgias realizadas por dia passará de 20 para 60. No pronto atendimento, a previsão é de crescimento de 45 para 80 atendimentos diários. Já as coletas laboratoriais devem dobrar, passando de 390 para 780 por dia.
Outro impacto relevante apontado no EIV é o crescimento do quadro de pessoal. Atualmente, o hospital conta com cerca de 720 funcionários. Após a ampliação, esse número deverá chegar a aproximadamente 1.500 trabalhadores. O aumento reflete a necessidade de dar suporte à nova estrutura e à ampliação da oferta de serviços de saúde, reforçando o hospital como importante gerador de empregos no município.
Além da população fixa, o estudo também projeta aumento significativo da população flutuante. O número de visitantes diários deve crescer de 200 para 350 pessoas, enquanto os acompanhantes em unidades críticas, como a UTI, passarão de 80 para 160. O fluxo de estudantes e residentes, que utilizam o hospital como campo de formação acadêmica, deve permanecer estável.
No aspecto urbano, o projeto não altera o uso do solo, já classificado como institucional e permitido pelo zoneamento municipal. A ampliação ocorrerá em área já ocupada pelo campus universitário, sem intervenção em Áreas de Preservação Permanente ou supressão de vegetação nativa. Ainda assim, o EIV reconhece que a nova torre, com cinco pavimentos, representará uma mudança perceptível na paisagem urbana da região, marcada predominantemente por edificações de menor altura.
Skip to PDF contentO estudo também aborda os impactos no sistema viário e na mobilidade. Estão previstas 401 vagas de estacionamento, número superior ao mínimo exigido pela legislação municipal. Apesar do aumento esperado no fluxo de veículos e pessoas, a avaliação técnica indica que o sistema viário do entorno tem capacidade para absorver essa demanda, desde que sejam realizadas intervenções recomendadas, como melhorias nos acessos e reordenamento de vias próximas ao hospital.
Do ponto de vista regional, a ampliação consolida o Hospital Universitário como um dos principais equipamentos públicos de saúde dos Campos Gerais, fortalecendo sua atuação em atendimentos de média e alta complexidade, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão vinculadas à UEPG. O EIV aponta que, apesar dos impactos urbanos e ambientais associados ao aumento da estrutura, os benefícios sociais e assistenciais tendem a superar os efeitos negativos, desde que sejam cumpridas as medidas mitigadoras previstas no projeto.
O EIV deve passar por análise do Iplan, podendo ser deferido ou receber modificações conforme a verificação dos técnicos da prefeitura.

