01 de julho de 2026

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EIV detalha aumento de atendimentos, equipe e leitos com nova torre do HU


Por Matheus Dias Publicado 28/04/2026 às 10h57
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Nova Torre do HU deve ficar pronta
Projeto da nova torre do HU-UEPG. Crédito: MW Studio Arquitetura.

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais Wallace Thadeu de Mello e Silva, em Ponta Grossa, terá sua capacidade praticamente duplicada de atendimento com a construção da nova torre. O projeto, detalhado no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) submetido ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), praticamente dobra a área construída da unidade.

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Atualmente, o hospital possui 17.129,54 metros quadrados de área construída. Com a ampliação proposta, serão incorporados mais 14.497,36 metros quadrados, elevando o total para 31.626,90 metros quadrados. A principal intervenção é a implantação de uma nova torre com cinco pavimentos, dentro do campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no bairro de Uvaranas.

De acordo com o estudo, a ampliação terá impacto direto na capacidade assistencial do hospital. O número de leitos passará de 239 para 478, enquanto a capacidade máxima de pacientes internados simultaneamente poderá chegar a 468, praticamente o dobro do cenário atual. Também está previsto aumento expressivo nos atendimentos diários, como consultas médicas, cirurgias, exames laboratoriais e atendimentos de pronto-socorro.

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Tabela mostra aumento dos atendimentos do HU. Fonte: EIV do empreendimento.

As consultas médicas diárias, por exemplo, devem subir de 402 para 700, enquanto o número de cirurgias realizadas por dia passará de 20 para 60. No pronto atendimento, a previsão é de crescimento de 45 para 80 atendimentos diários. Já as coletas laboratoriais devem dobrar, passando de 390 para 780 por dia.

Outro impacto relevante apontado no EIV é o crescimento do quadro de pessoal. Atualmente, o hospital conta com cerca de 720 funcionários. Após a ampliação, esse número deverá chegar a aproximadamente 1.500 trabalhadores. O aumento reflete a necessidade de dar suporte à nova estrutura e à ampliação da oferta de serviços de saúde, reforçando o hospital como importante gerador de empregos no município.

Além da população fixa, o estudo também projeta aumento significativo da população flutuante. O número de visitantes diários deve crescer de 200 para 350 pessoas, enquanto os acompanhantes em unidades críticas, como a UTI, passarão de 80 para 160. O fluxo de estudantes e residentes, que utilizam o hospital como campo de formação acadêmica, deve permanecer estável.

No aspecto urbano, o projeto não altera o uso do solo, já classificado como institucional e permitido pelo zoneamento municipal. A ampliação ocorrerá em área já ocupada pelo campus universitário, sem intervenção em Áreas de Preservação Permanente ou supressão de vegetação nativa. Ainda assim, o EIV reconhece que a nova torre, com cinco pavimentos, representará uma mudança perceptível na paisagem urbana da região, marcada predominantemente por edificações de menor altura.

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O estudo também aborda os impactos no sistema viário e na mobilidade. Estão previstas 401 vagas de estacionamento, número superior ao mínimo exigido pela legislação municipal. Apesar do aumento esperado no fluxo de veículos e pessoas, a avaliação técnica indica que o sistema viário do entorno tem capacidade para absorver essa demanda, desde que sejam realizadas intervenções recomendadas, como melhorias nos acessos e reordenamento de vias próximas ao hospital.

Do ponto de vista regional, a ampliação consolida o Hospital Universitário como um dos principais equipamentos públicos de saúde dos Campos Gerais, fortalecendo sua atuação em atendimentos de média e alta complexidade, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão vinculadas à UEPG. O EIV aponta que, apesar dos impactos urbanos e ambientais associados ao aumento da estrutura, os benefícios sociais e assistenciais tendem a superar os efeitos negativos, desde que sejam cumpridas as medidas mitigadoras previstas no projeto.

O EIV deve passar por análise do Iplan, podendo ser deferido ou receber modificações conforme a verificação dos técnicos da prefeitura.

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.