06 de julho de 2026

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Editora confirma que vai lançar livro de William Starke, que morreu de covid aos 39 anos


Por Da Redação Publicado 24/05/2021 às 17h15 Atualizado 21/02/2026 às 13h08
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William Starke
Foto: Aline Jasper/UEPG

Os livros mudaram a vida do ex-presidiário William Starke, que faleceu aos 39 anos devido à covid no último sábado (22), em Ponta Grossa, deixando uma filha de 10 anos e uma porção de amigos e admiradores. Mas sua história vai permanecer impressa em um deles, de nome Magnata, que ele começou a escrever em 2017 e está em finalização. Nesta segunda (24), a Editora Texto e Contexto confirmou, em nota, que vai lançar a obra assim como William desejava.

Confira o que diz a Editora:

“William participava ativamente de todo o processo, sempre em contato com a Editora e respeitando os critérios. O último texto chegou em novembro de 2020, foi para a revisão e retornou em fevereiro de 2021. Então, planejamos o lançamento. Mas, por causa  das condições de pandemia, sabíamos que não seria possível.

Em final de fevereiro, nos reunimos novamente e, então, resolvemos aguardar as vacinas e o retorno gradual dos eventos, pois o William queria  um lançamento “de verdade”, como ele dizia. Queria o evento na livraria, com a família, professores da UEPG que participavam do convênio DEPEN/UEPG, coordenação do Museu Campos Gerais, com as pessoas que o ajudaram a mudar sua vida. Era o sonho dele: lançar o livro com pessoas e lugares que o transformaram.  Pensamos, então, no mês de Outubro. 

Era uma tarde de sexta-feira.

O William saiu da sede  da editora animado e, ao mesmo tempo, preocupado, pois os tempos eram incertos e a curva de contágio estava subindo de novo. Despediu-se dizendo para nos cuidarmos, ao mesmo tempo que falava com a mãe ao telefone, dizendo que já estava indo encontrá-la. 

Final de abril, recebemos a sua mensagem  dizendo estar internado há seis dias, com covid, no oxigênio. 

Retornamos com ligação e ele pediu para que rezássemos por ele.

Infelizmente, o vírus tirou a vida do William. Mas sua história ficou no livro registrado como “Magnata”.

Como editores, respeitamos o desejo do autor. Inclusive, por questão de acordo.

Continuaremos com o que foi planejado. Mesmo na sua ausência, repeitaremos o que foi pedido pelo William.

Dessa forma, comunicamos que o lançamento será no mês que ele havia escolhido: outubro, presencial, se as condições sanitárias permitirem.

Entraremos em contato com a família para as devidas providências”.

Leia mais sobre o processo de produção da obra (Editora Texto e Contexto)

“Entraram em contato com a editora e agendamos reunião para acertar detalhes da edição, bem no finalzinho de 2019. Estavam presentes o professor da UEPG e coordenador do convênio  DEPEN/UEPG, Rauli Gross, William e, a editora-chefe, Rosenéia Hauer. Dados os devidos acertos, iniciamos os trabalhos em fevereiro de 2020. 

William dizia estar preocupado conosco porque ele ainda sofria preconceitos e isso poderia ser problema para nós. Dissemos para que ele ficasse tranquilo. Contou sua história no hospital de livros, no museu Campos Gerais, na bilbioteca da UEPG, e isso era o que realmente nos interessava. 

O livro passou por todos os processos de edição. Iniciamos com a preparação de texto com correções de informações feitas pelo autor. Foram seis meses, aproximadamente,  de trabalho de preparação de texto, a partir do original que nos foi entregue. Mas destacamos o talento natural do William para a escrita. Seu texto tem elementos de quem não somente escreve, mas lê muito. Um livro autobiográfico, que conta desde sua infância, conta sobre o universo dentro da prisão,  até sua saída da penitenciária com redução de pena por seu trabalho com livros. 

Após essa etapa, foi para a revisão. William foi sempre muito atencioso e  fez todas as correções que foram solicitadas. Entendia e estudava sobre os processos de produção de livro. 

Enquanto isso, a capa foi produzida, recebemos prefácios, textos de orelha, imagens…

O livro conta com prefácios do Juiz Federal Antônio César Bochenek, do diretor da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa Maurício Ferracini, e do professor do curso de Direito da UEPG e chefe de gabinete da Reitoria, Rauli Gross Junior”. 

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