Cresce diferença entre nascimentos e óbitos em Ponta Grossa

Ponta Grossa teve crescimento populacional significativo nos últimos meses. Isso quer dizer que a diferença entre nascimentos e óbitos cresceu em relação aos primeiros meses do ano passado, período mais crítico da pandemia de covid-19.
Os dados, retirados do Portal da Transparência do Registro Civil Nacional, mostram que em janeiro de 2022 a cidade teve 199 nascimentos a mais do que óbitos. Foram emitidos 455 registros de nascimento e 265 certidões de óbitos no período de 31 dias. A diferença entre os dois números ainda não se iguala ao patamar pré-pandêmico, mas sugere aproximação com a normalidade.
Até ontem (15), por exemplo, fevereiro contabilizava 189 nascimentos e 99 mortes, seguindo padrão semelhante ao do primeiro mês do ano.

Como comparativo, no primeiro semestre de 2021 os cartórios de Ponta Grossa registraram o semestre com mais óbitos e menos nascimentos da história. A diferença, que estava na média de 1.780 nascimentos a mais, caiu para somente 308 nos seis primeiros meses do ano passado – redução de 82,7% na variação em relação à média histórica do município.
Em decorrência da pandemia, PG chegou a ter um mês com mais mortes do que nascimentos. Foi em março do ano passado. Morreram 509 ponta-grossenses e nasceram 419 naquele mês, o pior da pandemia.
O processo de normalização só passou a se concretizar em agosto, quando Ponta Grossa voltou a superar a marca de 150 nascimentos a mais em relação a óbitos. Foi também o primeiro mês de 2021 que a cidade teve menos de 300 falecimentos. Patamar que está assim até os dias de hoje e que demonstra a diminuição de letalidade do coronavírus com o avanço de vacinação.
Natalidade está em baixa
Não é possível afirmar que Ponta Grossa voltou ao nível pré-pandêmico pois, nos primeiros meses de 2020 (sem a circulação do coronavírus), a cidade tinha cerca de 250 nascimentos a mais em relação à quantidade de óbitos. A média do primeiro semestre daquele ano mostrava os cartórios de PG emitindo 450 certidões de nascimentos e 180 certidões de óbitos por mês.
Apesar de janeiro/2022 ter apresentado número positivo de nascimentos, o mês fugiu à regra da pandemia, que derrubou a natalidade. Antes do início da circulação do coronavírus, Ponta Grossa tinha de 480 a 510 emissões de certidões de nascimento por mês. Em 2020, a média caiu para 427. No ano seguinte houve mais um decréscimo: 419 nascimentos a cada mês.
O fenômeno de menos crianças nascendo não se resume ao município dos Campos Gerais. É fator global. A China, por exemplo, teve em 2021 a taxa de natalidade mais baixa desde 1949.
Covid deixa de ser maior causa de mortes
A covid deixou de ser a principal causa de morte de ponta-grossenses nos primeiros 45 dias de 2022. De acordo com os dados do Portal da Transparência do Registro Civil, 46 pessoas residentes em Ponta Grossa morreram em decorrência da contaminação pelo coronavírus desde a virada do ano. No mesmo período, episódios diagnosticados como pneumonia causaram 53 óbitos. No ano passado foram 1.292 mortes por covid, 311 por pneumonia, 371 por septicemia e 102 por insuficiência respiratória.
