Vídeo: operação de combate ao ‘tráfico digital’ em PG prende 23 pessoas

Uma grande operação realizada em Ponta Grossa e Curitiba, na manhã desta quinta-feira (18), resultou na prisão de 23 pessoas, sendo nove delas em flagrante. A ação, comandada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), de Curitiba, mira uma organização criminosa especializada em ‘tráfico digital’, que usava os Correios para despachar as drogas. Os resultados foram apresentados numa coletiva de imprensa na 13ª Subdivisão Policial (SDP).
Segundo a delegada Grazieli Schmitz, da Denarc, foram apreendidos na ação de hoje maconha, ecstasy, cogumelo e um carro usado para fazer o transporte das drogas. A quantidade de entorpecentes será calculada no decorrer da tarde.
Tráfico digital
O delegado-chefe da 13ª SDP, Nagib Nassif Palma, destacou a ação, que é maior da modalidade já realizada nos Campos Gerais e uma das maiores do Paraná. “Esse tipo de tráfico é muito complexo”, destacou. “O tráfico digital é uma modalidade utilizada cada vez mais pelos criminosos”, explicou Grazieli.
A investigação sobre a quadrilha começou em novembro de 2024. Os traficantes usavam redes sociais para oferecer e receber o pagamento pelas drogas. Após o acerto, os entorpecentes eram enviados pelos Correios tanto para endereços em Ponta Grossa e Curitiba, quanto para outros municípios paranaenses e do Brasil. Os policiais ainda levantam o volume de drogas despachadas no período e também o valor movimentado.
Operação
Ao todo, foram expedidos 59 mandados judiciais contra a organização criminosa. Sete pessoas seguem foragidas. Os membros do grupo deverão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsa identidade e organização criminosa. A delegada ressaltou que, entre os investigados, há pessoas envolvidas com homicídio.
O núcleo da organização criminosa ficava em Ponta Grossa, onde foi cumprida a maioria dos mandados de prisão e de busca e apreensão.
A ação policial contou com o apoio de cães farejadores e de um helicóptero da corporação.
Esquema descoberto
As investigações começaram em novembro de 2024, após a interceptação de 17 pacotes enviados pelos Correios, que continham porções de maconha e haxixe. Segundo Grazieli, nessa primeira intervenção, os policiais apreenderam 13 quilos de drogas.
A partir daí, a Polícia Civil aprofundou o trabalho e conseguiu mapear a estrutura da organização, que operava de forma hierarquizada e compartimentada, envolvendo diversos colaboradores em funções específicas.

