Suspeito de atuar como falso advogado em PG é indiciado em dois inquéritos

A Polícia Civil de Ponta Grossa, através do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial, concluiu dois inquéritos policiais que investigavam um homem de 60 anos por se passar falsamente por advogado e aplicar golpes em pessoas que buscavam renegociar dívidas. O homem foi indiciado pelo crime de estelionato (artigo 171 do Código Penal) em ambos os casos.
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De acordo com dados das investigações obtidas pelo Diário dos Campos junto ao delegado Gabriel Munhoz, mesmo após ter sido preso em flagrante no dia 6 de dezembro de 2024 quando tentava se passar por advogado no PROCON de Ponta Grossa, o investigado continuou aplicando golpes utilizando o mesmo método criminoso.
O modus operandi consistia em se apresentar como advogado, utilizando como fachada uma empresa de “assessoria” de cobranças. Porém, ao verificar o CNPJ da suposta empresa, a investigação descobriu que a atividade registrada era de “manutenção e instalação elétrica”, evidenciando mais uma fraude em sua atuação.
O golpista prometia às vítimas a renegociação de dívidas e financiamentos com significativas reduções de valores, cobrando honorários antecipados. Além do prejuízo imediato causado pelo pagamento desses valores, as vítimas descobriam, após algum tempo, que não havia sido realizada nenhuma renegociação efetiva de suas dívidas, que permaneciam ativas e, em alguns casos, até aumentavam devido à falta de pagamento, diz Munhoz.
Em um dos casos investigados, uma vítima chegou a transferir R$ 2.163,00 ao golpista, que prometeu quitar dívidas junto a duas lojas de PG. Em outro inquérito, o investigado cobrou inicialmente R$ 300,00 para “ingressar com uma ação” e depois recebeu mais R$ 1.620,00 em três parcelas, prometendo reduzir o valor de um financiamento de motocicleta.
Ainda, quando era questionado, ameaçava as vítimas de que iria ingressar com ações judiciais contra elas. A Polícia Civil alerta que, antes de contratar serviços advocatícios, é importante verificar a situação do profissional junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os inquéritos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
