Sumiço de criança em PG mobiliza moradores, polícia e bombeiros

O desparecimento de uma criança de seis anos mobilizou moradores, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros em Ponta Grossa, na noite desta terça-feira (23). De acordo com a PM, era por volta das 22h30 quando a mãe acionou o 190 informando que o filho havia pulado a janela da residência e fugido em direção a uma área de mata.
Quando a equipe policial chegou ao local, no bairro Contorno, encontrou vizinhos já organizados em buscas pelo menino, em meio a terrenos baldios, casas em construção e áreas de vegetação.
Pouco tempo depois, os pais comunicaram que a criança havia sido localizada dentro do próprio quarto da residência. A mãe relatou que, ao entrar no cômodo, encontrou o filho sem camiseta, suado e visivelmente assustado. O menino, no entanto, permaneceu em silêncio ao ser questionado sobre o que havia acontecido.
O pai afirmou que percebeu o desaparecimento por volta das 21 horas, quando encontrou a janela aberta. Vizinhos e familiares chegaram a vasculhar os arredores antes da chegada da polícia.
Devido ao estado emocional da criança, os policiais orientaram os responsáveis a levá-la imediatamente ao Hospital Materno Infantil (Humai), para avaliação médica e realização de exames, já que havia suspeita de abuso sexual. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso.
Homem barbudo
Durante o deslocamento ao hospital, os pais relataram que o menino contou que tinha sido raptado por um homem desconhecido, descrito como “barbudo” e usando boné azul. Segundo o relato, o suspeito teria levado a criança no colo para uma casa em construção, mantendo-a sob ameaça, com a boca tapada e de joelhos. Ao ouvir os chamados da mãe, o homem teria devolvido a criança ao quarto pela janela.
Os policiais fizeram buscas na região em busca da pessoa com as características mencionadas pelo menino, mas ninguém foi encontrado.
A conselheira Patrícia foi quem atendeu o caso. Ao Diário dos Campos ela disse que o menino já realizou exames no Instituto Médico Legal (IML), está fora de risco, mas permanece internado no Humai. Ao receber alta, voltará para casa. Patrícia ressaltou que não tem autorização para divulgar o resultado dos exames.

