16 de julho de 2026

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Presos trabalham na revitalização da Prainha de Castro


Por Edilene Santos Publicado 28/07/2025 às 13h52 Atualizado 25/02/2026 às 16h20
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Foto: Divulgação/PPPR

Uma parceria entre a Cadeia Pública de Castro, na região dos Campos Gerais, e empresários locais gera qualificação e emprego para 38 pessoas privadas de liberdade. A meta, porém, é ampliar esse número para até 50 participantes nos próximos meses. A informação é da Polícia Penal do Paraná.

Atualmente, o projeto conta com quatro frentes de trabalho externas, organizadas com apoio de empresas castrenses. Uma delas é a Feijão Pontarollo, onde 14 custodiados atuam diretamente nas instalações da empresa. A logística é viabilizada pela própria contratante, que disponibiliza transporte e alimentação aos detentos.

Outras três empresas — Construtora Campos Gerais, Becomplast e C.G. Aço — absorvem um grupo de 24 detentos. Doze deles trabalham nos barracões industriais, enquanto os outros 12 atuam em serviços comunitários, como a revitalização da Prainha, um dos locais de lazer da cidade.

As funções desempenhadas pelos custodiados incluem serviços gerais, corte e dobra de ferro, sacaria, produção industrial e atividades na construção civil. Além disso, duas empresas mantêm operações dentro da própria unidade prisional: a Bandolin Refeições e Panificadora, que emprega três detentos, e a Ciacool Indústria de Produtos Esportivos, com dois participantes. Todos os internos recebem remuneração (pecúlio) pelo trabalho.

Remição de pena e reintegração social

Para os custodiados, o programa vai além da ocupação profissional. Ao participar das atividades laborais, eles têm direito à remição de pena, recebem salário e podem contribuir financeiramente com suas famílias, além de dar um passo rumo à ressocialização.

A segurança e o cumprimento das normas são assegurados por meio de fiscalização constante. Policiais penais realizam vistorias regulares nos locais de trabalho para garantir a disciplina e a integridade do programa.

“Este projeto reflete nosso compromisso em oferecer caminhos reais para a reintegração social. Não se trata apenas de trabalho, mas de resgate da dignidade e de preparação para uma vida em liberdade, com novas perspectivas”, afirma o coordenador regional da Polícia Penal do Paraná em Ponta Grossa, William Ribas.

*Com Assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.