Polícia procura pastor indiciado por homicídio em Ponta Grossa

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) busca informações sobre o paradeiro de Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo. Segundo a investigação policial, ele é procurado pela Justiça como o coordenador do assassinato de José Claiton Leal Machado, crime ocorrido em 2022. O indiciado teria ligação com o mandante intelectual do crime, um CEO de uma empresa de odontologia, conforme noticiado pelo DC na última semana.
Segundo a polícia, a última informação sobre o paradeiro de Pastor Paulo foi na cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro. O coordenador do crime está foragido.
O trabalho investigativo da PCPR envolveu a análise de dados telemáticos, quebra de sigilos bancários e oitivas de diversas testemunhas. Com isso, um empresário, CEO de onde trabalhava a vítima, foi indiciado por homicídio em razão de provas que o colocam como mandante e financiador do crime.
Investigação
As investigações apontaram que o crime foi motivado por severos conflitos empresariais. Segundo o apurado, o investigado teria agido em retaliação a uma suposta tentativa da vítima de assumir o controle da empresa do indiciado, além de divergências relacionadas à abertura de uma clínica concorrente. O crime foi praticado através de uma ação coordenada e planejada, executada mediante emboscada em frente à residência da vítima. O mandante teria utilizado uma rede de intermediários e operadores financeiros para viabilizar a execução, realizada por terceiros já indiciados anteriormente.
Foram identificadas transferências bancárias de contas controladas pelo investigado para as contas de operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio, somando valores utilizados para o custeio da operação e pagamento dos executores. Diante dos fatos, o investigado foi indiciado pela prática de homicídio qualificado, conforme o artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV do Código Penal, por motivo torpe e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A PCPR ressalta que, antes de falecer, a própria vítima havia manifestado a familiares o receio por sua integridade física, apontando o agora indiciado como o principal interessado em eventual atentado contra sua vida. O relatório final foi devidamente encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências processuais cabíveis.
Defesa do empresário se posiciona
Segundo o advogado Claudio Dalledone Junior, responsável pela defesa de Oseias Gomes, CEO da empresa Odonto Excellence, os autos do processo narram outra versão dos fatos e seu cliente não é o mandante do homicídio.
“Isso é absurdo”, disparou o advogado. Ele defendeu que Oseias “é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima”.
Em nota, a defesa também informou que Oseias foi vítima de extorsão. “Trata-se de uma grande trama, que será desvelada em breve”, expressou. (Com informações da PCPR)

