06 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Polícia constata desvio de mensalidades em escola de PG


Por Cícero Goytacaz Publicado 15/12/2025 às 21h29 Atualizado 25/02/2026 às 12h07
Ouvir: 00:00
Fachada da 13ª Subdivisão Policial
Inquérito da Polícia Civil de PG apurou que ex-recepcionista causou prejuízo comprovado de R$ 8,1 mil à instituição. Foto: José Aldinan / Arquivo DC


A Polícia Civil do Estado do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu inquérito policial que apurou esquema de apropriação indevida e estelionato praticado por ex-funcionária de instituição de ensino privada em Ponta Grossa. A investigada, de 25 anos, que trabalhou como recepcionista entre maio e setembro de 2025, foi indiciada por crimes contra o patrimônio e contra a fé pública, com prejuízo comprovado de R$ 8.156,01. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil de Ponta Grossa nesta segunda-feira (15)

Segundo as investigações, a ex-funcionária utilizava sua posição de confiança e acesso a sistemas internos da escola para induzir pais e responsáveis financeiros de alunos a efetuarem pagamentos de mensalidades, materiais escolares e supostos acordos diretamente em sua conta bancária pessoal, sob a falsa alegação de que os valores seriam destinados à instituição de ensino.

A Polícia Civil não divulgou o nome da escola, mas divulgou que a instituição está entrando em contato com as vítmas de estelionato, para regularizar a situação individualmente.

O esquema

O esquema foi descoberto após responsáveis financeiros serem cobrados novamente por débitos que acreditavam já ter quitado. Ao apresentarem comprovantes de pagamento à escola, constatou-se que os valores haviam sido direcionados à conta pessoal da recepcionista e nunca repassados à instituição.

As investigações revelaram que a suspeita utilizava o aplicativo WhatsApp para manter contato com os responsáveis, enviando links de pagamento e construindo narrativas falsas sobre acordos e benefícios supostamente autorizados pela direção da escola. Além disso, manipulava registros no sistema interno de chamados (OTRS) e falsificava e-mails institucionais para dar aparência de legitimidade às operações fraudulentas e encobrir os desvios.

Inicialmente foram identificados três casos principais, todos ocorridos em agosto de 2025, envolvendo valores de R$ 4.300,00, R$ 1.063,72 e R$ 1.000,00. Após representação da autoridade policial responsável pelo caso, delegado Derick Moura Jorge, a Justiça deferiu a quebra do sigilo bancário da investigada, medida que revelou três casos adicionais de desvio, com valores de R$ 216,94, R$ 655,35 e R$ 920,00, envolvendo outros três responsáveis financeiros.

Ex-funcionária descumpriu compromisso de devolução

A ex-funcionária foi demitida em setembro de 2025, mas mesmo após o desligamento continuou mantendo contatos com responsáveis financeiros por WhatsApp e e-mail, reforçando a falsa aparência de que ainda representava a instituição. A escola procedeu à notificação extrajudicial da ex-funcionária em outubro de 2025, que prometeu devolver os valores até 07 de novembro, compromisso que não foi cumprido.

Durante o interrogatório policial, a investigada optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional.

A investigada foi indiciada pelos crimes de apropriação indébita qualificada (art. 168, § 1º, III), estelionato (art. 171), falsificação de documento particular (art. 298), falsidade ideológica (art. 299) e inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A), todos do Código Penal.

O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis. (Informações: assessorias)

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.