
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrida no dia 21 de fevereiro dentro de um convento, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. Após a análise de provas técnicas e periciais, o investigado foi formalmente indiciado por uma série de crimes.
Segundo o delegado Hugo Japiassú Santos Fonseca, o homem responderá pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. O homicídio foi enquadrado como qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravantes em razão da idade avançada e por se tratar de pessoa com deficiência.
As investigações apontaram que o autor invadiu o convento da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada mediante escalada. Imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrados nas roupas do suspeito confirmaram a autoria dos crimes. “O laudo pericial descreveu um cenário de extrema violência física e sexual, indicando que a vítima, que apresentava limitações motoras e de fala em razão de um AVC, foi subjugada sem possibilidade de defesa”, informou Hugo.
Câmara mostra o suspeito pulando o muro do convento / Divulgação/Polícia Civil
Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões, alegando ter agido sob influência de “vozes”. No entanto, a perícia técnica descartou versões que buscavam minimizar o caráter sexual dos atos praticados.
50 anos de prisão
Somadas as penas máximas previstas no Código Penal para os crimes imputados, o indiciado pode ser condenado a uma pena superior a 50 anos de reclusão.
Atualmente, o suspeito permanece preso preventivamente e à disposição do Judiciário, aguardando julgamento.