04 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Polícia confirma que freira assassinada em convento sofreu violência sexual


Por Edilene Santos Publicado 27/02/2026 às 10h46
Ouvir: 00:00
Freira_irma_Nadia_Ivai
Irmã Nadia foi estuprada e morta dentro do convento / Foto: Divulgação/Redes sociais

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrida no dia 21 de fevereiro dentro de um convento, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. Após a análise de provas técnicas e periciais, o investigado foi formalmente indiciado por uma série de crimes.

Segundo o delegado Hugo Japiassú Santos Fonseca, o homem responderá pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. O homicídio foi enquadrado como qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravantes em razão da idade avançada e por se tratar de pessoa com deficiência.

As investigações apontaram que o autor invadiu o convento da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada mediante escalada. Imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrados nas roupas do suspeito confirmaram a autoria dos crimes. “O laudo pericial descreveu um cenário de extrema violência física e sexual, indicando que a vítima, que apresentava limitações motoras e de fala em razão de um AVC, foi subjugada sem possibilidade de defesa”, informou Hugo.

Câmara mostra o suspeito pulando o muro do convento / Divulgação/Polícia Civil

Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões, alegando ter agido sob influência de “vozes”. No entanto, a perícia técnica descartou versões que buscavam minimizar o caráter sexual dos atos praticados.

50 anos de prisão

Somadas as penas máximas previstas no Código Penal para os crimes imputados, o indiciado pode ser condenado a uma pena superior a 50 anos de reclusão.

Atualmente, o suspeito permanece preso preventivamente e à disposição do Judiciário, aguardando julgamento.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.