21 de julho de 2026

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MP denuncia servidor público por apologia ao nazismo em Irati


Por Edilene Santos Publicado 16/01/2026 às 08h52
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Servidor fazia apologia ao nazismo
Funcionário de instituição de ensino segue preso / Foto: Divulgação/TIGRE/PCPR

O Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra um servidor de 45 anos acusado de fazer apologia ao nazismo por meio de publicações em redes sociais. A ação foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Irati, região Centro-sul do Paraná.

De acordo com a denúncia, em pelo menos cinco ocasiões o investigado teria divulgado símbolos e expressões associadas ao regime nazista. Entre as publicações, realizadas em status de aplicativo de mensagens e redes sociais, constam a saudação “Heil Hitler”, a cruz suástica e a bandeira nazista. Em uma das postagens, o servidor teria incluído, abaixo do símbolo, a frase: “Vem muita desgraça e morte para todos hahaha”.

Os fatos ocorreram entre os meses de outubro e dezembro do ano passado. As condutas são enquadradas na Lei nº 7.716/1989, que tipifica como crime a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas ou propaganda que utilizem a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão.

O denunciado, vinculado a uma instituição federal de ensino em Irati, foi preso preventivamente no dia 31 de dezembro e permanece recolhido na Cadeia Pública de Curitiba.

Relembre o caso

A prisão foi efetuada pela Polícia Civil de Irati, com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE). O homem foi localizado e detido na região central de Curitiba após investigação iniciada a partir de denúncias anônimas.

Durante a apuração, foi constatado que o investigado é reincidente. Ele possui uma condenação recente proferida pela 1ª Vara Federal de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, por fatos semelhantes.

Diante da gravidade das condutas e da reiteração criminosa, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O acusado permanece à disposição do Judiciário.

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) declarou que o servidor foi afastado imediatamente e que abriu processo administrativo para apurar o caso.

*Com assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.