Morte de idoso em PG pode não ter sido acidente e sim homicídio, diz delegado

Após encontrar vestígios de sangue, a Polícia Civil de Ponta Grossa abriu uma nova linha de investigação sobre a morte de Geraldo Gebeluka, 69 anos. Seu corpo foi encontrado carbonizado numa plantação no dia 7 de setembro do ano passado. Até então, segundo o delegado Wesley Vinícius, o caso vinha sendo tratado como morte acidental.
Ele explica que teve acesso recentemente ao resultado do laudo pericial feito no local em que Gebeluka foi encontrado. “Havia manchas de sangue numa Kombi nas proximidades e também num pedaço de madeira”, relata.
Agora, o próximo passo da investigação é fazer a comparação genética do sangue encontrado para confirmar se é de Gebeluka ou de uma terceira pessoa. “Há uma suspeita de que indivíduos teriam discutido com a vítima. Vamos ouvir novas testemunhas”, afirmou Wesley. “Pode não ter sido um acidente, mas, sim, um homicídio”, completa.
Família já suspeitava de crime
A família de Geraldo Gebeluka, logo após a morte, já suspeitava de que se tratava de um assassinato. A filha dele, Aline Gebeluka, lembra que, no dia 7 de setembro, ele foi à chácara nas proximidades do Cemitério da Chapada, na vila Romana, como fazia com frequência. Desde às 15 horas, segundo ela, foi vista uma fumaça no local, que permaneceu até as 23 horas. Só então, o corpo já carbonizado foi encontrado.
“A queimada na sua chácara foi rasteira, muito pequena em comparação ao corpo encontrado fora da propriedade, como se fosse escondido”, relata Aline. Ainda de acordo com a filha, naquele dia ocorreram dois eventos religiosos nas proximidades e, por ser feriado, havia movimentação maior de pessoas na região. “Fazemos um apelo à população de que qualquer informação que vocês tenham será muito importante nas investigações”, apela.

