06 de junho de 2026

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Júri condena 4 pessoas por morte de adolescente; penas somadas passam de 100 anos


Por Edilene Santos Publicado 03/12/2025 às 15h03 Atualizado 25/02/2026 às 12h24
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Crime ocorreu em Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná / Foto: Divulgação

O Tribunal do Júri condenou quatro pessoas pelo assassinato de uma adolescente de 15 anos, ocorrido em 17 de fevereiro de 2024. As penas aplicadas, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão. O crime, registrado em Ortigueira, nos Campos Gerais, foi cometido no contexto do chamado “tribunal do crime”, estruturado por uma organização criminosa local que determinou a execução da vítima — mãe de um bebê de sete meses.

O julgamento ocorreu semana passada, no Fórum da cidade, e contou com a atuação da Promotoria de Justiça da comarca e de uma representante do Grupo de Atuação Especial de Competência Originária Criminal e Tribunal do Júri (Gajuri), criado pelo Ministério Público do Paraná para reforçar julgamentos de grande impacto social.

Seis pessoas foram inicialmente denunciadas. O processo foi desmembrado e quatro delas foram julgadas na sessão dias 27 e 28 de novembro. O homem apontado como executor e braço direito da liderança do tráfico recebeu 29 anos e quatro meses de prisão. A mulher responsável por identificar e reter a vítima no início da abordagem foi condenada a 26 anos e oito meses. A irmã de um traficante, acusada de pedir a morte da vítima, recebeu pena de 25 anos e oito meses, enquanto outra mulher que ajudou a segurar a adolescente durante a execução foi condenada a 20 anos e cinco meses.

Relembre o caso

De acordo com as investigações, a jovem foi atraída até um ponto às margens do Rio Arroio Grande (Rio Tibagi), onde teria sido forçada a ingerir uma mistura contendo cocaína — medida tomada para enfraquecer sua resistência. Em seguida, ela foi morta com golpes de arma branca no tórax e no pescoço. A motivação do crime estaria ligada à suspeita, por parte dos autores, de que a adolescente havia delatado o irmão de uma das acusadas em uma ocorrência relacionada ao tráfico de drogas dias antes do homicídio.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo a materialidade, a autoria e as duas qualificadoras: motivo torpe, associado ao tráfico e à retaliação, e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi levada desarmada a um local ermo, drogada e cercada por vários executores.

Operação Sicários

O caso é um desdobramento da Operação Sicários, investigação de grande porte que revelou a estrutura de uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas e homicídios na região. Na primeira fase, o MPPR denunciou 44 pessoas, com líderes do grupo já condenados em primeira instância. A segunda fase resultou em outras 35 denúncias, além da decretação de prisões preventivas.

*Com Assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.