15 de julho de 2026

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Grupo criado por brincadeira em app vira caso de polícia em PG


Por Edilene Santos Publicado 09/09/2025 às 14h15 Atualizado 25/02/2026 às 15h05
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Celular com aplicativos
Imagem ilustrativa / Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um grupo criado num aplicativo de conversas se tornou caso de polícia em Ponta Grossa. A situação veio à tona semana passada quando pais e mães descobriram que os filhos adolescentes foram inseridos na troca de conversas.

De acordo com Fernando Vieira, titular da Delegacia do Adolescente, implantado como forma de brincadeira, o grupo acabou fugindo do controle do administrador – um adolescente de 14 anos, morador da cidade. “Foi criado num domingo à noite, com a ideia de angariar mil amigos. A brincadeira começou no Instagram e depois migrou para o WhatsApp”, explicou.

Centenas de pessoas foram sendo adicionadas, de toda parte do Brasil, e foi então que começaram a ser compartilhadas mensagens homofóbicas, pornográficas, racistas e de cunho nazista. “Em dois dias, foram adicionadas 800 pessoas”, comentou o delegado. Após uma enquete, o grupo recebeu o nome de Peste Negra.

Já com a situação fora do controle, pais, mães, educadores e adolescentes decidiram fazer um boletim de ocorrência e o caso, segundo Fernando, já está encerrado. “Depois de muito trabalho para tirar todos do grupo, ele foi extinto pelo adolescente”, revelou o delegado. O rapaz prestou depoimento e foi orientado a respeito do assunto, assim como seus pais.

Alerta

Para Fernando, que também é pai, o caso ocorrido em Ponta Grossa serve de alerta tanto para adultos quanto para os menores que usam a internet. “É cômodo deixar a criança com o celular, mas depois acontece o problema. O importante é evitar, agir antes que aconteça. Essa situação é uma lição para se proteger”, afirma.

“Os adolescentes precisam entender a gravidade de entrar num grupo e, principalmente, de ser administradores, pois podem ser autores de ato infracional por compartilhar pornografia, injúria racial, ao mesmo tempo que podem ser presas [vítimas] de adultos mal-intencionados”, explica.

Crime de extorsão

O assunto foi abordado numa live na noite desta segunda-feira (9) pelo perfil do Instagram Mãe na Causa, mantido pela educadora parental ponta-grossense Patrícia Djikstra. Durante o bate-papo ao vivo, o delegado revelou um caso registado na manhã do mesmo dia, envolvendo adolescente e redes sociais.

“Aconteceu hoje [segunda-feira], mas acontece todo dia: um menino estava conversando com a menina no Instagram. Ele se empolgou e, em dado momento, a menina pediu uma foto nua ou seminua. Hoje ele mandou a foto e descobriu que o perfil da menina é falso”, disse. Segundo a autoridade policial, era um idoso que se passava pela garota. Após receber a foto, ele apagou o perfil e passou a extorquir o adolescente, que ficou sem saber se contava para a família ou cedia às chantagens. “Acontece tanto com meninas quanto com meninos. Por isso, é preciso supervisionar o que os filhos fazem nas redes”, diz.

Como denunciar

Fernando Vieira diz que as denúncias podem ser feitas na própria Delegacia do Adolescente (Rua Joaquim de Paula Xavier, 585, vila Estrela). Basta apresentar os prints e copiar o perfil.

Assista à live de Patrícia Djikstra com o delegado Fernando:

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.